EUA apreendem petroleiro russo ligado à Venezuela em megaoperação no Atlântico
Interceptações simultâneas atingem frota fantasma e ampliam bloqueio global imposto por Washington.
- Foto: Reprodução/Redes Sociais/X
Notícias do Mundo – Uma grande operação do governo dos Estados Unidos resultou na apreensão de dois navios petroleiros ligados a transporte ilegal de petróleo venezuelano no Atlântico Norte e em águas internacionais próximas ao Caribe. A ação foi anunciada nas redes sociais pelas Forças Armadas americanas e pela Guarda Costeira na manhã desta quarta-feira (7).
Entre as embarcações capturadas está o navio identificado como M/T Sophia, descrito pelas autoridades americanas como parte de uma rede clandestina de transporte de petróleo. A outra embarcação alvo da operação foi o navio-tanque Bella I, também detido em alto mar após uma perseguição que durou semanas.
In a pre-dawn action this morning, the Department of War, in coordination with the Department of Homeland Security, apprehended a stateless, sanctioned dark fleet motor tanker without incident.
The interdicted vessel, M/T Sophia, was operating in international waters and… pic.twitter.com/JQm9gHprPk
— U.S. Southern Command (@Southcom) January 7, 2026
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Estratégia de bloqueio reforçada pelos EUA
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, declarou que o bloqueio ao petróleo venezuelano — tanto o autorizado quanto o ilícito — permanece em vigor em qualquer lugar do mundo. Segundo ele, as forças americanas estão intensificando a vigilância e a interceptação de navios suspeitos de violar as sanções impostas ao setor petrolífero da Venezuela.
Em paralelo, a secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, afirmou que a Guarda Costeira realizou duas abordagens coordenadas e simultâneas contra navios-tanque da chamada “frota fantasma” — termo usado para designar embarcações que alteram bandeiras, nomes e sinais para escapar do rastreamento e de sanções internacionais.
In two predawn operations today, the Coast Guard conducted back-to-back meticulously coordinated boarding of two “ghost fleet” tanker ships— one in the North Atlantic Sea and one in international waters near the Caribbean. Both vessels —the Motor Tanker Bella I and the Motor… pic.twitter.com/EZlHEtcufX
— Secretary Kristi Noem (@Sec_Noem) January 7, 2026
Rastreamento e interceptações sucessivas
As embarcações interceptadas haviam atracado pela última vez na Venezuela ou estavam a caminho do país, segundo as autoridades. As tentativas de interceptação começaram no mês anterior, com o navio Sophia tentando escapar ao mudar abruptamente de rota quando se aproximava das águas venezuelanas.
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A operação reuniu esforços das Forças Armadas dos EUA, da Guarda Costeira, bem como de equipes táticas dos Departamentos de Justiça e de Estado, em ações realizadas antes do amanhecer para surpreender as embarcações.
Reações internacionais e controvérsias
A apreensão dos petroleiros desencadeou reação da Rússia, que chegou a enviar embarcações de guerra para acompanhar o andamento das operações. O governo russo classificou a ação americana como uma violação do direito marítimo internacional, afirmando que navios legalmente registrados sob sua jurisdição não podem ser apreendidos dessa forma.
Autoridades russas exigiram garantias de segurança e tratamento adequado para as tripulações, insistindo que a ação ultrapassa os limites legais das sanções e ameaça a segurança do transporte marítimo global.
Contexto e implicações geopolíticas
As apreensões ocorrem em meio à intensificação das sanções dos EUA contra o setor petrolífero da Venezuela, com o objetivo de limitar receitas que, segundo Washington, sustentariam práticas autoritárias e violações de direitos humanos no país sul-americano.
Especialistas apontam que a interceptação de navios ligados a transporte clandestino de petróleo — frequentemente chamados de “dark fleet” — demonstra a expansão da estratégia americana para além de controles portuários, alcançando operações em águas internacionais.
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