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EUA devem incluir PCC e Comando Vermelho na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras

Medida em estudo no governo Trump pode endurecer sanções contra facções brasileiras.

Por Marcia Jornalist

08/03/2026 às 20:18 - Atualizado em 18/03/2026 às 08:11

Representação visual do combate ao crime organizado e segurança internacional entre Brasil e Estados Unidos.

(Foto: Divulgação)

Resumo

O governo dos Estados Unidos avalia classificar as facções brasileiras PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras, medida que pode gerar sanções e ampliar o combate internacional ao crime organizado.

Notícias do mundo – O governo dos Estados Unidos deve anunciar nos próximos dias a inclusão das facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO, na sigla em inglês). A medida está em fase final de análise dentro da administração norte-americana e pode representar uma mudança significativa na forma como esses grupos são tratados internacionalmente.

Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, o Departamento de Estado dos EUA já concluiu a documentação necessária para sustentar a classificação das duas organizações criminosas. O material passou por análise técnica de diferentes agências governamentais antes de avançar para as próximas etapas formais do processo.

Agora, a proposta deve ser enviada ao Congresso norte-americano. Após essa etapa, ainda será necessária a publicação oficial no Registro Federal para que a designação entre efetivamente em vigor.


Medida pode impor sanções financeiras e bloqueios

Caso a decisão seja confirmada, o PCC e o Comando Vermelho passarão a integrar a lista de Organizações Terroristas Estrangeiras mantida pelo governo dos Estados Unidos.

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Esse enquadramento prevê uma série de consequências jurídicas e financeiras. Entre elas estão o congelamento de ativos e bens que possam estar sob jurisdição norte-americana, além da exclusão dessas organizações do sistema financeiro dos Estados Unidos.

A legislação norte-americana também proíbe qualquer tipo de apoio material a grupos classificados como terroristas. Isso inclui fornecimento de armas, recursos financeiros, treinamento ou qualquer tipo de assistência por cidadãos ou empresas dos Estados Unidos.

Além disso, pessoas associadas a essas organizações podem enfrentar restrições migratórias e dificuldades para realizar transações financeiras internacionais.


Processo segue modelo usado contra cartéis latino-americanos

A estratégia adotada pelo governo norte-americano segue um modelo que já vem sendo aplicado contra organizações criminosas da América Latina.

Nos últimos anos, cartéis de drogas e grupos armados de países como México e Venezuela também passaram a ser classificados como organizações terroristas ou narco-terroristas pelos Estados Unidos.

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Entre os exemplos citados por especialistas estão o Cartel de Jalisco, do México, e o Tren de Aragua, organização criminosa originária da Venezuela.

Esse tipo de designação permite ampliar instrumentos legais para combater redes internacionais de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e contrabando de armas.


Governo brasileiro manifesta resistência à proposta

A possível classificação das facções brasileiras como organizações terroristas tem gerado reações no governo do Brasil.

Autoridades do governo federal têm manifestado oposição à medida. O argumento principal é que o conceito de terrorismo, no entendimento jurídico brasileiro, costuma estar associado a motivações políticas, ideológicas ou religiosas.

LEIA MAIS: Homem é morto a facadas após corrida de mototáxi na zona leste de Manaus

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Na avaliação de integrantes do governo, o PCC e o Comando Vermelho atuam principalmente com objetivos financeiros ligados ao crime organizado, como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e controle territorial em comunidades.

Outra preocupação levantada por autoridades brasileiras envolve possíveis impactos sobre a soberania nacional e o risco de ampliação da atuação estrangeira em operações de segurança na região.


Debate envolve também articulações políticas

O tema também ganhou dimensão política nos bastidores da diplomacia e das relações internacionais.

Segundo reportagens divulgadas pela imprensa, parlamentares brasileiros ligados à oposição teriam atuado para incentivar a classificação das facções brasileiras como organizações terroristas.

Entre as articulações mencionadas estaria o diálogo com lideranças políticas de outros países da América Latina, com o objetivo de ampliar apoio internacional à proposta.

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Nos Estados Unidos, a discussão ocorre dentro de um contexto mais amplo de combate ao crime organizado transnacional e ao narcotráfico na região.


Decisão pode impactar cenário internacional do crime organizado

Especialistas avaliam que, caso a classificação seja confirmada, a decisão poderá aumentar a pressão internacional sobre as facções brasileiras.

O enquadramento como organização terrorista tende a ampliar mecanismos de cooperação internacional entre agências de segurança e inteligência, além de facilitar a aplicação de sanções econômicas.

Ao mesmo tempo, a medida também pode intensificar debates diplomáticos sobre segurança regional, soberania e estratégias globais de combate ao crime organizado.

Enquanto o processo segue em análise no Congresso norte-americano, a possível inclusão do PCC e do Comando Vermelho na lista de organizações terroristas estrangeiras continua sendo acompanhada por autoridades e especialistas em segurança pública no Brasil e no exterior.

 

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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