
(Foto: JOE RAEDLE/Getty Images via AFP)
Resumo
A matéria trata das declarações da Casa Branca sobre a suspensão de cerca de 800 execuções no Irã após um ultimato dos Estados Unidos. O governo americano afirma acompanhar de perto os protestos no país e avalia respostas caso as mortes sejam retomadas. O texto também aborda o recuo momentâneo de Donald Trump em relação a uma ofensiva militar, o caso de um manifestante acusado de crimes contra o regime, números divergentes de mortos na repressão, reações internacionais e o agravamento da crise social e econômica que motivou os protestos.
Notícias do Mundo – A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou nesta quinta-feira (15/1) que o Irã suspendeu cerca de 800 execuções após um ultimato feito pelos Estados Unidos. Segundo ela, o governo americano acompanha de perto os protestos no país e avalia possíveis respostas caso as mortes de manifestantes voltem a ocorrer.
Trump ameaça medidas duras e pede continuidade dos protestos
De acordo com Leavitt, Washington alertou Teerã sobre “graves consequências” se houvesse continuidade das execuções. Um dia antes, o presidente Donald Trump declarou que os Estados Unidos adotariam “medidas muito duras” caso o regime iraniano passasse a enforcar participantes dos atos. Em publicação direcionada aos iranianos, Trump também pediu que os protestos continuassem e afirmou que “ajuda” estava a caminho.
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Casa Branca recua de ofensiva militar em larga escala
Apesar do tom de ameaça, reportagem do The Washington Post informou que Trump recuou, ao menos por ora, de um ataque militar em larga escala contra o Irã. Assessores avaliaram que uma ofensiva dificilmente derrubaria o governo iraniano e poderia ampliar o conflito na região. A estratégia, segundo o jornal, passou a ser o monitoramento da resposta do regime às manifestações.
Caso de manifestante gera controvérsia
O tema das execuções ganhou destaque com o caso de Erfan Soltani, de 26 anos. O Judiciário iraniano negou que ele tenha recebido sentença de morte, afirmando que responde por acusações que não preveem pena capital. Organizações de direitos humanos, porém, relatam pressão sobre familiares e impedimentos para recursos judiciais.
Protestos, repressão e reação internacional
Organizações não governamentais estimam milhares de mortes desde o início dos protestos, números que não puderam ser verificados de forma independente. No cenário internacional, o Canadá condenou a violência do regime após a morte de um cidadão canadense. Enquanto isso, o líder supremo do Irã acusou os Estados Unidos de incitar os protestos.
Declaração de Transparência
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