EUA podem isentar café e cacau de tarifaço, mas exigem abertura de mercado para soja
Apesar de não mencionar quais países seriam beneficiados, a medida pode impactar diretamente exportadores como o Brasil.
- Foto: reprodução / Youtube
Notícias do Mundo – O secretário do Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, afirmou nesta terça-feira (29/07) que produtos agrícolas que não podem ser cultivados em território norte-americano, como café, cacau, manga, abacaxi e outros recursos naturais, poderão ser isentos das novas tarifas impostas pelo presidente Donald Trump. A declaração foi feita durante entrevista à emissora norte-americana CNBC.
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Segundo Lutnick, a isenção faz parte de uma estratégia de negociação adotada por Trump para acelerar acordos comerciais que, segundo ele, normalmente levariam décadas para serem firmados. “Trump trabalha com um tempo diferente e quer acordos feitos agora”, declarou o secretário.
Apesar de não mencionar quais países seriam beneficiados, a medida pode impactar diretamente exportadores como o Brasil, grande produtor de café e cacau, que são pilares do agronegócio nacional.
Lutnick ressaltou, porém, que a possível isenção de tarifas sobre esses produtos virá acompanhada de contrapartidas comerciais. Segundo ele, os países beneficiados deverão abrir seus mercados à soja norte-americana. “Por que vocês esperam nos vender café e cacau e não nos deixam vender soja? Parece injusto. Vamos tornar isso justo”, argumentou o secretário.
A exigência levanta preocupações entre países exportadores que atualmente mantêm barreiras à entrada de produtos agrícolas dos EUA. No Brasil, por exemplo, o café é um dos principais itens da balança comercial do agronegócio e uma eventual abertura à soja americana poderia provocar desequilíbrios no mercado interno.
Ainda de acordo com Lutnick, a decisão final sobre quais países serão contemplados com a isenção cabe exclusivamente ao presidente Donald Trump, que tem utilizado o chamado “tarifaço” como instrumento para pressionar nações a renegociarem termos de comércio bilateral.
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