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Ex-presidente do Peru tenta suicídio após receber ordem de prisão no caso Odebrecht

O secretário pessoal de García, Ricardo Pinedo, confirmou que o ex-presidente entrou em seu quarto depois de ser informado que um promotor batia à porta de sua casa, informou o jornal “La Republica”, de Lima. A situação do ex-presidente “é delicada”, segundo o advogado.

Por Hugo Guimarães

17/04/2019 às 10:43

  • O ex-presidente do Peru, Alan García, tentou suicídio ao receber ordem de prisão preventiva, sendo internado em estado delicado após atirar contra a própria cabeça.
  • García e outros ex-presidentes peruanos estão sob investigação por suposto recebimento de propinas da construtora brasileira Odebrecht, que admitiu pagamento de subornos de US$ 29 milhões no país entre 2005 e 2014.
  • O escândalo da Odebrecht envolve ainda ex-candidatos e ex-ministros, resultou em acordos de cooperação internacional e levou à rejeição da continuidade das operações da empresa pelo atual presidente, Martin Vizcarra, que propôs reformas anticorrupção.

Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.

O ex-presidente do Peru, Alan García, está internado depois de ter atirado contra a própria cabeça diante de uma ordem de prisão preventiva emitida pela Justiça, confirmou o advogado do ex-líder, Erasmo Reyna. García, de 69 anos, foi levado para o hospital Casimiro Ulloa, que confirmou que a causa da internação foi um ferimento na cabeça.

Policiais também confirmaram à agência Reuters que o ex-líder peruano tentou suicídio. García é um dos dos quatro ex-chefes de Estado do país investigados sob a acusação de terem recebido suborno da construtora brasileira Odebrecht. A Justiça havia ditado sua prisão preventiva por dez dias.

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— Nesta manhã ocorreu este lamentável acidente: o presidente tomou a decisão de atirar em si mesmo — destacou a jornalistas o advogado Erasmo Reyna, na porta do Hospital de Emergências Casimiro Ulloa, em Lima.

O secretário pessoal de García, Ricardo Pinedo, confirmou que o ex-presidente entrou em seu quarto depois de ser informado que um promotor batia à porta de sua casa, informou o jornal “La Republica”, de Lima. A situação do ex-presidente “é delicada”, segundo o advogado.

— Neste momento, ele está sendo operado. Rogamos a Deus que lhe dê força — ressaltou Erasmo Reyna.

A ordem judicial de detenção desta quarta-feira também afeta o ex-ministro de Transportes Enrique Cornejo, Luis Nava, seu filho José Antonio Nava, Miguel Atala, seu filho Samir Atala, Oswaldo Plasencia Contreras, Jorge Menacho e Raúl Antonio Torres.

Além de García, que governou o país por dois mandatos, o último de 2006 a 2011, a investigação sobre subornos da Odebrecht no Peru envolve também os ex- presidentes Alejandro Toledo (2001-2006), Ollanta Humala (2011-2016) e Pedro Pablo Kuczynski (2016-2018). Todos estão sob investigação do Ministério Público peruano. Kuczynski foi preso preventivamente por dez dias no início deste mês.

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Todos estão sob investigação do Ministério Público peruano. Toledo, que supostamente recebeu US$ 20 milhões da empreiteira pela construção de uma rodovia, vive nos Estados Unidos.

Escândalo da Odebrecht

O escândalo também salpicou nas ex-candidatas Lourdes Flores e Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000), em prisão preventiva desde 31 de outubro.

Em fevereiro, a empresa assinou um acordo de cooperação com a Procuradoria peruana em São Paulo para ampliar as investigações sobre contribuições ilícitas eleitorais.

Ficou então definido que a Odebrecht teria que pagar cerca de US$ 182 milhões como compensação civil aos peruanos, com base em quatro licitações que venceu mediante o pagamento de subornos a autoridades locais. A empreiteira já admitira em 2016 que havia pagado propinas na casa dos US$ 29 milhões entre 2005 e 2014 no país.

Em sua declaração, na ocasião, a empresa brasileira ressaltou que o Peru é o oitavo país com o qual chega a um acordo. Negociações semelhantes ocorreram com o Brasil, os Estados Unidos, a Suíça, a República Dominicana, o Panamá, o Equador e a Guatemala.

Em dezembro, o presidente peruano, Martin Vizcarra, rejeitou a possibilidade da continuação das operações da Odebrecht em seu país, sob a alegação de que as práticas corruptas da empresa provocaram sérios estragos. Vizcarra foi eleito em 2018, tendo como uma de suas principais propostas a condução de uma reforma contra a corrupção no país. Apesar das críticas, Vizcarra afirmou que respeita o pacto dos promotores com a Odebrecht.

Fonte: Jornal Extra

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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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