Governo Trump corta fundos de TV americana após entrevista com Lula
A Public Broadcasting Service (PBS) era sustentada majoritariamente por verba federal.

Foto: Reprodução
Notícias do Mundo – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva concedeu uma entrevista à emissora norte-americana Public Broadcasting Service (PBS) nesta segunda-feira, 22 de setembro de 2025. A PBS é uma rede de TV pública dos EUA, sem fins lucrativos, sustentada majoritariamente por verba federal. Desde o início de seu mandato, o presidente norte-americano, Donald Trump, tem criticado o financiamento da PBS, considerando o uso de dinheiro público para financiar a emissora.
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O financiamento da PBS sempre contou principalmente com verbas da Corporation for Public Broadcasting (CPB), fundada em 1967 pelo Congresso dos EUA através da Lei de Radiodifusão Pública. Além dos recursos legislativos, a emissora recebe apoio de taxas das afiliadas, doações privadas e royalties cobrados sobre o conteúdo distribuído. Em maio, Trump assinou um decreto que determina o fim do financiamento federal direto à PBS e à rádio National Public Radio (NPR). Em julho, o Congresso dos EUA suspendeu o repasse de US$ 1,1 bilhão para a CPB referente a 2026 e 2027.
A medida impactou o orçamento da PBS e da NPR, levando a CPB a anunciar o encerramento da maior parte das operações em 30 de setembro devido à falta de financiamento. Mesmo sustentada por verba pública, a PBS manteve autonomia editorial frente às autoridades federais e estaduais. A PBS serve como núcleo de produção e distribuição para várias afiliadas locais autônomas. Seus programas, voltados principalmente para educação, cultura, história e ciência, incluem seriados renomados, como Frontline e Downton Abbey. Entre os projetos infantis, destaca-se a criação de Vila Sésamo, em 1969, que também se popularizou no Brasil.
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A decisão de cortar os fundos da PBS ocorre em um momento em que a emissora tem buscado ampliar sua cobertura internacional, incluindo entrevistas com líderes estrangeiros. A entrevista com o presidente Lula foi vista como uma tentativa de diversificar o conteúdo e oferecer aos telespectadores uma perspectiva global sobre questões políticas e sociais. No entanto, críticos apontam que a decisão de Trump reflete uma tentativa de controlar a narrativa midiática e reduzir a diversidade de vozes na mídia pública americana.
O impacto do corte de fundos da PBS levanta questões sobre o futuro da mídia pública nos Estados Unidos e a independência editorial das emissoras financiadas com recursos públicos. Especialistas alertam que a redução do financiamento pode comprometer a capacidade da PBS de produzir conteúdo de qualidade e manter sua missão de educar e informar o público americano.
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