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Homens da Tunísia suspeitos de serem gays são submetidos a ‘teste anal’ que se der positivo pode levar a prisão, diz ONG

Homossexualidade é proibida por lei no país de maioria muçulmana. Na Tunísia o “crime” pode render até três anos de prisão.

Por Natan AMPOST

09/11/2018 às 17:32 - Atualizado em 09/11/2018 às 17:34

A Tunísia, país de maioria muçulmana do Norte da África em que a homossexualidade é proibida por lei, está realizando “testes anais” para certificar de que homens suspeitos de manter relações sexuais com pessoas do mesmo sexo sejam identificados e posteriormente punidos, afirma a ONG Human Rights Watch.

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Segundo o grupo, como estratégia para encontrar “provas” de que algum cidadão é homossexual ou já teve relações com pessoas do mesmo sexo, o governo tem forçado exames que supostamente comprovam a prática, mesmo entre aqueles que procuram as autoridades para denunciar estupros ou abusos sexuais. Além disso, a polícia estaria confiscando ilegalmente celulares dos suspeitos, em um esforço de procurar provas sobre sua possível homossexualidade. No país, o “crime” pode render até três anos de prisão.

De acordo com agentes do Human Rights Watch, julgar a homossexualidade como crime e utilizar métodos como “testes anais” para perseguir suspeitos, além de ser cruel e degradante, viola os direitos humanos. Ativistas da ONG afirmaram ter conversado com seis homens entre 2017 e 2018 que foram processados pelo governo tunisiano sob alegação de homossexualidade. Segundo os acusados, eles sofreram maus tratos por parte das autoridades, além de terem sido forçados a confessar algo que não haviam feito.

Dos seis cidadãos entrevistados pela ONG, dois afirmam ter sido processados após terem ido à polícia denunciar estupros de que teriam sido vítimas. De acordo com a Human Rights Watch, um engenheiro de 32 anos entrou em uma delegacia em Monastir em junho de 2018 para denunciar um estupro coletivo e solicitar um exame médico que atestasse seus ferimentos. Em lugar disso, no entanto, as autoridades pediram um teste anal para que fosse determinado se o cidadão era ou não “acostumado a praticar sodomia”.

Um adolescente também teria sido preso três vezes acusado de ser homossexual, além de ter sido submetido ao mesmo teste. Ainda segundo a ONG, ele também foi forçado a participar de uma “terapia de conversão” para que abandonasse a homossexualidade.

A Tunísia aceitou em 2017 as recomendações de um parecer das Nações Unidas para extinguir os testes anais forçados, mas a Human Rights Watch afirma que o governo ainda continua a adotá-los mesmo assim. O grupo fez um apelo para que as autoridades abandonem esse tipo de exame o mais rápido possível, além de extinguir o artigo 230 de seu Código Penal, que criminaliza a homossexualidade.

Fonte: Jornal Extra

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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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