Imprensa internacional repercute decisão da PGR para condenação de Bolsonaro por tentativa de golpe
Procuradoria-Geral da República acusa ex-presidente de liderar conspiração para se manter no poder após derrota em 2022.
- (Foto: Divulgação)
Notícias do Mundo – A manifestação final da Procuradoria-Geral da República (PGR), apresentada na segunda-feira (14/7), que pede a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado, ganhou ampla repercussão na imprensa internacional.
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Paulo Gonet, procurador-geral da República, afirma que Bolsonaro liderou uma conspiração sistemática para desestabilizar a democracia brasileira após perder as eleições de 2022.
O jornal espanhol El País destacou o caso com a manchete: “Fiscalização do Brasil pede condenação de Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado contra Lula”. A BBC Brasil ressaltou que Gonet desconsiderou críticas públicas de Donald Trump à Justiça brasileira e reafirmou a gravidade das acusações.
Nos Estados Unidos, o The Washington Post publicou que Bolsonaro “ecoa Trump ao descrever o julgamento do plano de golpe como uma ‘caça às bruxas’”. Na Argentina, o jornal Clarín chamou atenção para a denúncia do Ministério Público: “Jair Bolsonaro foi o líder da trama golpista contra Lula da Silva”. Já o francês Le Figaro estampou: “Brasil: Ministério Público pede condenação de Bolsonaro por ‘Golpe de Estado’”.
O que diz a PGR
Em suas alegações finais entregues ao Supremo Tribunal Federal (STF), Paulo Gonet pede a condenação de Bolsonaro e de outros sete réus por crimes como tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado democrático de direito e organização criminosa.
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Segundo o parecer, o ex-presidente teria utilizado a máquina pública para fomentar a ruptura institucional e preparar o terreno para uma intervenção militar.
“As ações de Jair Messias Bolsonaro não se limitaram a uma postura passiva de resistência à derrota, mas configuraram uma articulação consciente para gerar um ambiente propício à violência e ao golpe.
O controle da máquina pública, a instrumentalização de recursos do Estado e a manipulação de suas funções foram usados para fomentar a radicalização e a ruptura da ordem democrática”, afirma o procurador-geral.
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