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Inspetores da ONU chegam à usina nuclear de Zaporizhzhia

Chegada foi adiada por várias horas por causa de bombardeios

Por Hugo Guimarães

01/09/2022 às 12:48

Agência Brasil

Uma equipe de especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU) chegou ao complexo da usina nuclear de Zaporizhzhia, na Ucrânia, nesta quinta-feira (1º), para avaliar o risco de um desastre de radiação. A chegada da equipe foi adiada por várias horas por causa de bombardeios perto do local.

Rússia e Ucrânia se acusam de tentar sabotar a missão da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) à usina no centro-sul, que é controlada por forças russas, mas operada por funcionários ucranianos.

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As condições na usina nuclear, a maior da Europa, estão se deteriorando há semanas, com Moscou e Kiev regularmente trocando acusações por bombardeios nas proximidades e alimentando temores de um desastre de radiação como o de Chornobyl.

Um repórter da Reuters viu a equipe da AIEA chegar em grande comboio, com forte presença de soldados russos nas proximidades. Para a Ucrânia, a missão “pode ​​ser mais curta do que o planejado”.

A empresa nuclear estatal ucraniana Energoatom disse que o bombardeio russo forçou o fechamento de um dos dois únicos reatores em operação no local, enquanto Moscou afirmou que frustrou uma tentativa ucraniana de tomar a usina.

Outro repórter da Reuters na cidade vizinha de Enerhodar, controlada pela Rússia, afirmou que um prédio residencial foi atingido por um bombardeio, forçando as pessoas a se esconderem em um porão. Não foi possível identificar quem fez os disparos.

O governador do distrito de Zaporizhzhia, Yevgeny Balitsky, contou que pelo menos três pessoas foram mortas e cinco ficaram feridas. O bombardeio também destruiu três escolas infantis e a Casa da Cultura. A energia para a cidade foi cortada de manhã.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse que Moscou está fazendo tudo para garantir que a usina possa operar com segurança e que os inspetores da AIEA possam concluir suas tarefas.

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O chefe da agência, Rafael Grossi, declarou hoje, em entrevista na cidade de Zaporizhzhia, a 55 km da central, que está ciente do “aumento da atividade militar na área”, mas que seguirá em frente com o plano de visitar as instalações e se reunir com funcionários.

Os inspetores da AIEA, vestindo coletes à prova de balas e viajando em cruzadores terrestres blindados brancos com as marcações da ONU nas laterais, ficaram retidos no primeiro posto de controle perto da cidade, após relatos de bombardeios.

A Rússia acusou as forças ucranianas de tentar tomar a usina e também de bombardear tanto o ponto de encontro da delegação da AIEA quanto a própria usina nuclear.

O Ministério da Defesa da Rússia informou que até 60 soldados ucranianos cruzaram o Rio Dnipro, que divide o território controlado pelos dois lados, em barcos às 6h, horário local, o que considerou uma “provocação” destinada a perturbar a visita da AIEA.

De acordo com o ministério, “medidas foram tomadas” para destruir as tropas adversárias, incluindo o uso da aviação militar.

Uma autoridade local designada pela Rússia, Vladimir Rogov, disse que cerca de 40 dos 60 soldados ucranianos foram mortos. As tropas russas também capturaram três militares ucranianos durante o ataque à usina, acrescentou.

Autoridades ucranianas elogiaram a visita da AIEA, manifestando esperança de que isso leve à desmilitarização da central. Eles dizem que a Rússia tem usado a usina como escudo para atingir cidades, sabendo que será difícil para as forças de Kiev revidarem.

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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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