Irã promete atacar embarcações no Estreito de Ormuz após ofensiva dos EUA e Israel
Segundo a mídia estatal do país, a medida seria uma resposta direta à morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei.
- Foto: Reprodução
Resumo
A Guarda Revolucionária do Irã ameaçou atacar qualquer navio que tente cruzar o Estreito de Ormuz após os bombardeios dos EUA e de Israel. O bloqueio da rota estratégica já pressiona o preço do petróleo e aumenta o temor de uma escalada global.
Notícias do Mundo – A Guarda Revolucionária do Irã afirmou nesta segunda-feira (2) que poderá incendiar embarcações que tentarem atravessar o Estreito de Ormuz, rota considerada vital para o comércio mundial de petróleo. A ameaça ocorre após a ofensiva militar conduzida pelos Estados Unidos e por Israel contra o território iraniano.
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Segundo a mídia estatal do país, a medida seria uma resposta direta à morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, durante os bombardeios.
Rota estratégica sob risco
O Estreito de Ormuz é a principal via marítima para o escoamento de petróleo do Golfo Pérsico rumo ao mercado internacional. Pela passagem transitam diariamente dezenas de milhões de barris de petróleo e grandes volumes de gás natural liquefeito.
A região conecta o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e é utilizada por grandes produtores como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Iraque e o próprio Irã.
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Petróleo já reage à crise
Com o aumento das tensões e o bloqueio da rota, o preço do barril de petróleo subiu cerca de 10%, atingindo a faixa de US$ 80. Analistas do mercado energético avaliam que a cotação pode alcançar US$ 100 caso o impasse se prolongue.
Especialistas apontam que economias asiáticas — fortemente dependentes do petróleo do Oriente Médio — tendem a ser as mais afetadas pelo cenário.
Escalada militar preocupa
Os ataques coordenados de EUA e Israel contra o Irã começaram no sábado (28) e atingiram mais de 130 cidades iranianas. Segundo a Sociedade do Crescente Vermelho do país, ao menos 550 pessoas morreram nos bombardeios.
O conflito se ampliou nos últimos dias, com trocas de ataques entre Israel e o Hezbollah e o registro das primeiras baixas militares americanas. O presidente dos EUA, Donald Trump, indicou que novas ações podem ocorrer.
Analistas internacionais avaliam que a crise pode se prolongar e trazer impactos diretos para a economia global, especialmente no setor de energia.
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