Israel lança ataques a Gaza enquanto enviado dos EUA se encontra com Netanyahu
Conselheiro de Biden se reúne neste domingo (19) com o primeiro-ministro israelense em meio a apelos dos americanos por uma campanha militar mais focada.

Foto: U.S. Embassy Jerusalem/Reuters
A escalada dos conflitos na Faixa de Gaza atingiu um novo patamar com aviões e tanques israelenses atacando diversas localidades, segundo relatos de moradores, em meio a uma reunião crucial entre o conselheiro de segurança nacional dos EUA, Jake Sullivan, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, neste domingo (19).
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Enquanto os EUA buscam pressionar Israel por uma campanha militar mais focalizada, a expectativa é que o conselheiro de segurança nacional solicite ataques direcionados aos militantes do Hamas, evitando ofensivas em grande escala, especialmente na cidade de Rafah, no sul de Gaza.
Centenas de milhares de palestinos já fugiram de Rafah, que se tornou o último bastião das forças do Hamas. A situação descrita por Majid Omran, um dos deslocados, é desesperadora: “Em toda a Faixa de Gaza não há um só lugar seguro”. Ele e sua família retornaram ao que restava de sua casa em Khan Younis, mas encontraram apenas escombros.
Além de Rafah, as forças israelenses também intensificaram a presença em Jabalia, no norte de Gaza, onde moradores relataram um retorno da violência durante a noite de sábado e domingo.
As operações israelenses em Jabalia visam impedir o Hamas de consolidar seu controle na região, segundo fontes militares do país. Israel afirma estar atuando para identificar células terroristas e conduzir ataques precisos.
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Antes da reunião com Sullivan, autoridades israelenses manifestaram preocupações sobre túneis na região de Rafah, que seriam utilizados pelo Hamas para contrabandear armas e munições, além de potencialmente permitir o resgate de reféns ou membros importantes da organização.
O encontro entre Sullivan e Netanyahu ocorre em um momento crítico, com os EUA buscando influenciar a estratégia militar israelense enquanto a crise humanitária em Gaza se agrava a cada dia.
Redação AM POST
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