A tão aguardada visita do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, à Rússia, inicialmente anunciada para dezembro deste ano, foi oficialmente adiada. A informação foi confirmada pelo Kremlin na última quarta-feira (20), por meio do porta-voz Dmitry Peskov, que revelou que a visita agora está programada para 2024.
Peskov afirmou que as datas exatas ainda estão sendo ajustadas e que a visita não ocorrerá antes do final deste ano. “As datas estão sendo acertadas. Isso não acontecerá necessariamente antes do final do ano. Mais precisamente, agora podemos dizer que isso não acontecerá antes do final do ano. Mas esta visita está na agenda. E assim que as datas forem acordadas, esta visita terá lugar”, destacou o porta-voz do Kremlin.
A notícia do adiamento surgiu após anúncios anteriores indicarem que Maduro visitaria a Rússia em dezembro de 2023. O assistente de Vladimir Putin, Yuri Ushakov, havia confirmado a possibilidade da visita, afirmando que a mesma estava acordada há bastante tempo.
Os planos de Maduro para a visita incluíam discussões sobre a cooperação russo-venezuelana em 15 diferentes áreas. Inicialmente, a visita estava prevista para ocorrer em Moscou, mas não descartava a possibilidade do presidente venezuelano visitar outras cidades e regiões da Federação Russa.
O adiamento ocorre em um momento delicado para a Venezuela, que enfrenta uma crise com a Guiana relacionada à disputa pelo território do Essequibo. Em 14 de dezembro, ambos os países concordaram em não ameaçar ou utilizar a força um contra o outro, sinalizando uma diminuição da tensão. Espera-se que as negociações entre os líderes sejam retomadas nos próximos meses.
O Palácio do Planalto, em Brasília, demonstrou desconforto quando a visita de Maduro à Rússia foi inicialmente anunciada, especialmente em meio à crise com a Guiana. A notícia teria pegado o governo brasileiro de surpresa, gerando preocupações sobre um possível envolvimento da Rússia na disputa territorial, o que poderia aumentar ainda mais as tensões na região. O adiamento da visita pode fornecer um espaço para aliviar essas preocupações e promover um ambiente mais estável nas relações regionais.