Maduro convoca civis e militares da Colômbia para ajudar a defender a Venezuela dos EUA
Governo quer debate internacional sobre soberania venezuelana.
- Foto; reprodução
Notícias do Mundo – Um apelo público por integração regional e defesa da soberania marcou o discurso do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante um evento comemorativo recente. Na ocasião, o chefe de Estado venezuelano pediu a construção de uma “união perfeita” entre Venezuela e Colômbia, afirmando que a cooperação entre os dois países é essencial diante de ameaças externas e tentativas de divisão política na região.
Segundo Maduro, apesar de pressões internacionais e esforços para fragmentar alianças regionais, a unidade segue sendo o único caminho possível. Em tom enfático, o presidente afirmou que a integração entre os povos latino-americanos é uma resposta direta a interesses estrangeiros que, segundo ele, buscam enfraquecer a soberania nacional.
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“Faço um apelo ao povo colombiano. Um apelo pela união perfeita com a Venezuela, para que ninguém tente infringir a soberania de nossos países e para que se cumpra o decreto de Bolívar de união permanente”, declarou. A fala faz referência direta ao ideal bolivariano de integração entre nações da América do Sul, frequentemente citado pelo governo venezuelano como base ideológica de sua política externa.
Los hombres de la Fuerza Pública de Colombia tienen el deber sagrado de defender la soberanía, la vida, los bienes y la honra de los colombianos, no de servir al narcodictador Nicolás Maduro. Su misión debe ser apoyar el retorno de la democracia en Venezuela, no respaldar la… pic.twitter.com/A6CjYkMZcw
— María Fernanda Cabal (@MariaFdaCabal) December 18, 2025
Durante o discurso, Maduro voltou a criticar os Estados Unidos, afirmando que a Venezuela tem resistido ao que classifica como ataques do imperialismo. Segundo ele, as pressões econômicas, políticas e diplomáticas impostas ao país não enfraqueceram o governo, mas acabaram fortalecendo a disposição de resistência interna.
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“Todos os danos que o imperialismo estadunidense tenta infligir estão se transformando em bênçãos de vida e em uma vontade inabalável de lutar por nossa sociedade”, afirmou o presidente, ao destacar que a população venezuelana teria se unido diante das adversidades.
Paralelamente ao discurso político, o governo venezuelano elevou o tom no campo diplomático. A Venezuela solicitou formalmente uma reunião urgente do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). O pedido foi encaminhado por meio de um comunicado oficial às Nações Unidas, no qual Caracas denuncia o que chama de “agressão aberta e criminosa” por parte dos Estados Unidos.
O documento foi assinado pelo ministro das Relações Exteriores, Yván Gil, e sustenta que a situação exige debate imediato no principal órgão de segurança internacional. “Solicitamos uma reunião urgente do Conselho de Segurança para restaurar o direito internacional e defender a Carta das Nações Unidas”, diz o texto enviado à ONU.
A iniciativa reforça a estratégia do governo Maduro de internacionalizar o conflito diplomático com Washington, buscando apoio político e institucional em fóruns multilaterais. O pedido também ocorre em um contexto de tensões recorrentes envolvendo sanções econômicas, acusações de violações de direitos e disputas geopolíticas na América Latina.
Até o momento, não houve manifestação oficial do governo colombiano sobre o apelo feito por Maduro, nem confirmação da data para a eventual reunião do Conselho de Segurança. O discurso, no entanto, reacende o debate sobre alianças regionais, soberania nacional e o papel das grandes potências na política sul-americana.
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