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Maduro denuncia ofensiva dos EUA após novo ataque no Caribe

Presidente venezuelano acusa Washington de planejar agressão militar.

Por Hugo Guimarães

16/09/2025 às 09:33

Reprodução / Youtube

Notícias do Mundo – O clima de tensão entre Caracas e Washington voltou a se intensificar nesta segunda-feira (15/9). O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acusou os Estados Unidos de preparar uma “agressão de caráter militar” contra o país. “Há uma agressão em andamento, e a Venezuela está autorizada pelas leis internacionais a enfrentá-la”, afirmou em entrevista coletiva.

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Horas depois, Donald Trump anunciou que forças americanas realizaram um bombardeio contra uma lancha supostamente usada pelo narcotráfico no Mar do Sul do Caribe. Três pessoas morreram na operação. Foi o segundo ataque do tipo em menos de duas semanas.

Segundo o líder chavista, a ação dos EUA faz parte de uma estratégia para desestabilizar a Venezuela e tomar seus recursos naturais. “Querem parti-la em pedaços, como fizeram com a Líbia e a Síria, e roubar nosso petróleo, gás, ferro e ouro. Isso não vai acontecer”, disse.

Leia mais: Governo Trump promete reação à condenação de Bolsonaro pelo STF

Já Trump classificou os alvos como “narcoterroristas” que transportavam drogas rumo aos EUA. “Se você está levando drogas que podem matar americanos, nós o caçaremos”, declarou o presidente norte-americano.

Especialistas ouvidos pelo Correio avaliam que uma operação militar dos EUA poderia mirar diretamente altos dirigentes do chavismo, como Diosdado Cabello e o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López. Para eles, a ofensiva teria de vir acompanhada de forças de segurança capazes de garantir a estabilidade pós-Maduro.

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Apesar da escalada verbal, analistas lembram que Washington mantém presença constante no Caribe para conter o tráfico e que Caracas há anos perdeu o controle sobre parte desse território marítimo. Mesmo assim, Maduro insiste em sustentar a narrativa de que enfrenta uma guerra permanente contra os EUA.

As relações diplomáticas entre os dois países estão rompidas desde 2019, embora tenham ensaiado aproximações recentes em temas como a troca de prisioneiros e a deportação de migrantes.

 

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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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