María Corina Machado comemora captura de Maduro e pede posse imediata de Edmundo González como presidente da Venezuela
Apesar da captura de Maduro, analistas alertam que a estrutura do chavismo ainda permanece ativa em diferentes níveis do Estado.
- Foto: Frederico Parra/Reprodução
Notícias do Mundo – A líder oposicionista venezuelana María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, pediu neste sábado (3) que Edmundo González Urrutia assuma imediatamente a Presidência da Venezuela. A declaração ocorre horas após a captura do ditador Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos, durante uma ofensiva militar em Caracas.
Oposição reage após queda de Maduro
Em comunicado oficial, María Corina Machado afirmou que a oposição está preparada para fazer valer o que chama de “mandato popular” expresso nas urnas. Segundo ela, o momento exige uma transição imediata de poder para evitar instabilidade política e institucional.
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“Esta é a hora dos cidadãos que elegeram Edmundo González como legítimo presidente da Venezuela. Ele deve assumir de forma imediata seu mandato constitucional”, declarou a líder oposicionista, em tom de convocação nacional.
“Venezuelanos, chegou a hora da liberdade”, destacou María Corina no X.
Cobrança direta às Forças Armadas
Machado também direcionou seu discurso às Forças Armadas venezuelanas, pedindo que oficiais e soldados reconheçam González como comandante-chefe. Para a oposição, o apoio militar será decisivo para consolidar a mudança de poder e impedir reações de setores ainda ligados ao chavismo.
Segundo aliados da oposição, já existe articulação com setores estratégicos do Estado para garantir uma transição sem ruptura violenta, mas o controle efetivo da segurança permanece como principal incógnita.
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— María Corina Machado (@MariaCorinaYA) January 3, 2026
Eleições contestadas e isolamento internacional
Edmundo González concorreu às eleições presidenciais de 2024 como candidato da oposição após María Corina Machado ter sido impedida de disputar o pleito pela Justiça venezuelana — decisão amplamente criticada por organismos internacionais. Após a votação, Maduro declarou vitória, mas a oposição afirmou ter acesso às atas eleitorais que apontariam maioria dos votos para González.
O Conselho Nacional Eleitoral, alinhado ao regime, nunca apresentou publicamente os documentos que comprovassem o resultado oficial. A suposta vitória de Maduro acabou não sendo reconhecida por parte expressiva da comunidade internacional, aprofundando o isolamento diplomático da Venezuela.
González fala em “reconstrução nacional”
Exilado na Espanha, Edmundo González também se manifestou pelas redes sociais após o anúncio da captura de Maduro. Em mensagem direta aos venezuelanos, afirmou estar pronto para liderar um processo de reconstrução do país.
“Venezuelanos, são horas decisivas. Estamos prontos para a grande operação de reconstrução de nossa nação”, escreveu o oposicionista, sinalizando que pretende assumir rapidamente um papel ativo no novo cenário político.
Próximos passos e cenário de incerteza
Apesar da captura de Maduro, analistas alertam que a estrutura do chavismo ainda permanece ativa em diferentes níveis do Estado. Figuras ligadas ao antigo regime seguem influentes, especialmente nos setores de segurança e administração pública.
Para a oposição, o desafio agora é transformar legitimidade política em controle efetivo do poder. A fala de María Corina Machado deixa claro que, na avaliação dela, o tempo da espera acabou. A disputa agora não é apenas simbólica, mas pelo comando real da Venezuela e pela chance de encerrar um dos períodos mais autoritários da história recente do país.
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