Mariana Ferrer transforma sua dor em monografia e recebe nota 10 no TCC de Direito
Influenciadora aborda o próprio caso de estupro em monografia e defende Justiça mais humana para vítimas de violência sexual
- Mariana Ferrer apresentou como TCC de Direito uma monografia baseada em seu próprio caso de estupro, recebendo nota 10 e transformando sua dor em ferramenta de denúncia e conscientização.
- O trabalho aborda o impacto do trauma, destacando o uso da escrita como instrumento de cura e resistência, e detalha as dificuldades emocionais e físicas enfrentadas durante o processo acadêmico.
- Mariana discute avanços legislativos, como a Lei 14.245/21 (Lei Mariana Ferrer), mas alerta para desafios na prática e deixa uma mensagem de encorajamento e resistência para outras vítimas de violência sexual.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.

Mariana Ferrer transforma sua dor em monografia e recebe nota 10 no TCC de Direito – Foto: Imagem do perfil oficial de Mariana no Instagram
Brasil– A influenciadora e agora bacharel em Direito, Mariana Ferrer, surpreendeu ao apresentar como Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) uma monografia baseada no próprio caso de estupro que denunciou em 2018. A defesa do projeto rendeu à estudante nota 10, coroando uma jornada acadêmica marcada pela dor, pela resiliência e pela luta por justiça.
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O trabalho, que recebeu destaque no portal Direito News, carrega o título: “Estupro simbolicamente como crime de guerra à luz do caso Mariana Ferrer: o legado no avanço ao direito das vítimas e seu impacto na sociedade.” Mais que um exercício acadêmico, a obra tornou-se uma ferramenta de denúncia e conscientização.
A escrita como instrumento de cura e resistência
Em entrevista ao colunista Leo Dias, Mariana compartilhou detalhes da experiência: “É como se eu estivesse sufocada e escrever me desse fôlego novamente.” Para ela, revisitar o trauma foi um processo doloroso, mas necessário. “O difícil foi finalizar a monografia, corrigindo e analisando possíveis erros gramaticais e de formatação. A necessidade de reler inúmeras vezes trechos doídos e aterrorizantes me fez adoecer.”
Durante o processo, a influenciadora também lembrou o diagnóstico de transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), semelhante ao apresentado por militares em zonas de guerra. “As sequelas não se limitam à esfera emocional, mas também se manifestam fisicamente”, explicou.
Avanços legislativos e desafios na prática
Mariana também abordou a Lei 14.245/21, conhecida como Lei Mariana Ferrer, que busca garantir tratamento digno às vítimas de crimes sexuais durante os processos judiciais. Apesar de ser um marco importante, ela alerta para os desafios da sua efetivação.
“Mais do que cumprir um protocolo, trata-se de reconhecer a vítima em sua integralidade”, afirmou. Mariana denunciou a falta de formação adequada dos profissionais que lidam com casos de violência sexual, um problema que, segundo ela, contribui para a revitimização e perpetuação da impunidade.
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Recado para outras vítimas: “Sua verdade é suficiente”
Em um dos momentos mais emocionantes da entrevista, Mariana deixou uma mensagem poderosa para outras mulheres que, como ela, enfrentaram ou enfrentam a violência:
“Se eu pudesse olhar nos olhos de cada vítima, diria: a sua verdade é suficiente. Nós não precisamos da validação do Estado nem do silêncio cúmplice dos processos. O que queremos é justiça. E se você ainda está aqui, viva, mesmo que sangrando, isso é resistência.”
Sua monografia não apenas foi avaliada com nota máxima, mas tornou-se um símbolo de luta e de empoderamento para milhares de vítimas no Brasil.
Por: Mayara Leite – Estudande de Jornalismo do 5º semestre com supervisão de Stefane Garcia diretora de conteúdo.
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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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