Milei corta verbas para pessoas com deficiência e gera crise em entidades na Argentina
Medidas do governo argentino afetam instituições de atendimento terapêutico e educacional, que relatam fechamento de unidades.
- Foto: gage_skdimore
Resumo
O presidente da Argentina, Javier Milei, decidiu reduzir programas voltados a pessoas com deficiência e suspender repasses financeiros para entidades do setor. O governo afirma que as medidas buscam combater desperdícios e reorganizar a máquina pública, enquanto organizações denunciam colapso no atendimento.
Notícias do Mundo – O governo do presidente argentino Javier Milei implementou uma série de cortes em programas destinados a pessoas com deficiência e suspendeu repasses financeiros para instituições que prestam atendimento terapêutico, educacional e assistencial no país.
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A medida provocou reação de entidades sociais e organizações de direitos humanos, que alertam para o risco de fechamento de centros especializados e redução do acesso aos serviços.
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Governo fala em combate a desperdícios
A gestão de Milei argumenta que as mudanças fazem parte de um plano de ajuste fiscal e reorganização da estrutura pública argentina.
Segundo o governo, é necessário reduzir gastos considerados excessivos, combater fraudes em benefícios sociais e garantir equilíbrio nas contas públicas.
A administração também afirma que foram identificadas irregularidades em cadastros de beneficiários, incluindo supostos casos de falsificação de exames médicos para obtenção indevida de auxílio financeiro.
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Os repasses para organizações que atendem pessoas com deficiência foram oficialmente congelados no último dia 18. Pouco depois, a Justiça argentina determinou prazo de 72 horas para que os pagamentos fossem restabelecidos. Apesar da decisão judicial, o governo recorreu da medida e manteve a suspensão dos recursos.
Entidades relatam fechamento de serviços
Organizações do setor afirmam que os cortes têm provocado graves dificuldades financeiras. Segundo representantes das entidades, os atrasos nos pagamentos e a inflação acumulada já vinham comprometendo o funcionamento dos serviços.
Com a redução de verbas, instituições passaram a demitir funcionários, diminuir atendimentos e até encerrar atividades. Dados divulgados por entidades apontam que cerca de 50 centros terapêuticos fecharam as portas somente em 2026, principalmente em regiões rurais da Argentina.
Além dos cortes, o governo enviou ao Congresso argentino um projeto de reforma prevendo que prestadores de serviços negociem diretamente com seguradoras e administrações locais. A gestão também extinguiu a agência nacional responsável pela área de deficiência e transferiu programas para o Ministério da Saúde.
Organizações criticam decisão do governo
Entidades de direitos humanos acusam o governo de desmontar o sistema de assistência em vez de promover uma reforma estrutural eficiente. Segundo organizações sociais, milhares de famílias já enfrentam dificuldades para manter tratamentos, transporte adaptado e acompanhamento especializado.
Em algumas instituições, a queda de frequência dos usuários já ultrapassa 30% após a interrupção de serviços gratuitos ligados ao atendimento de pessoas com deficiência.
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