Milei é denunciado na Argentina por suposto uso de dinheiro público em viagem ao Brasil
Advogados acusam o presidente argentino de utilizar recursos do Estado para participar de evento partidário em São Paulo.
- Advogados argentinos José Lucas Magioncalda e Juan Martín Fazio protocolaram uma representação criminal contra o presidente Javier Milei por suposto uso de recursos públicos em viagem a São Paulo para apoiar a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência do Brasil.
- A denúncia afirma que Milei teria usado avião presidencial, verbas públicas e comitiva oficial em uma agenda descrita como político-partidária, e não institucional.
- Os autores apontam que as críticas feitas por Milei a Lula e a Alexandre de Moraes reforçariam a alegação de interferência nos assuntos internos brasileiros, citando normas internacionais como a Carta da ONU, da OEA e a Resolução 2625.
- O governo brasileiro reagiu com medidas diplomáticas do Itamaraty (convocação do embaixador brasileiro e chamado do embaixador argentino) e Lula ironizou as falas; a representação ainda está em fase inicial, sem decisão judicial na Argentina.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.
- Foto: Reprodução
Notícias do Mundo – O presidente da Argentina, Javier Milei, foi alvo de uma representação criminal apresentada pelos advogados argentinos José Lucas Magioncalda e Juan Martín Fazio. Eles alegam que o chefe do Executivo utilizou recursos públicos para participar, em São Paulo, do evento que oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.
Segundo a denúncia, a viagem não teria caráter institucional, mas sim político-partidário, o que, na avaliação dos autores da ação, configuraria descumprimento dos deveres de um agente público e uso indevido de recursos do Estado.
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Quais recursos públicos teriam sido utilizados
A representação sustenta que Milei teria empregado estruturas oficiais do governo argentino durante a viagem, incluindo:
- Avião presidencial;
- Verbas públicas;
- Comitiva de integrantes do governo argentino.
Os advogados afirmam que esses recursos foram destinados a uma agenda sem caráter oficial, voltada à participação em um evento político realizado no Brasil.
O que Milei disse durante o evento no Brasil
Durante sua participação na convenção do Partido Liberal (PL), em São Paulo, Javier Milei fez críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
Em seu discurso, o presidente argentino afirmou que apenas Flávio Bolsonaro seria capaz de promover uma mudança política no Brasil e também fez críticas à situação econômica do país.
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Para os autores da denúncia, essas declarações reforçam o argumento de que a viagem teve finalidade político-partidária e representou uma tentativa de interferência em assuntos internos brasileiros.
A denúncia cita normas internacionais
Sim. A petição faz referência a documentos internacionais que tratam do princípio da não intervenção entre Estados, entre eles:
- Carta da Organização das Nações Unidas (ONU);
- Carta da Organização dos Estados Americanos (OEA);
- Resolução 2625 da Assembleia Geral da ONU.
Segundo os advogados, as manifestações de Milei durante o evento contrariariam esses princípios ao envolver declarações sobre o cenário político brasileiro.
Como o governo brasileiro reagiu?
As declarações de Javier Milei provocaram reação do governo federal e ampliaram o desgaste diplomático entre Brasil e Argentina.
Entre as medidas adotadas pelo Itamaraty estão:
- Convocação do embaixador brasileiro em Buenos Aires para consultas;
- Chamado ao embaixador da Argentina no Brasil para prestar esclarecimentos sobre as declarações do presidente argentino.
Além disso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ironizou as falas de Milei ao ser questionado sobre o episódio durante agenda oficial em Brasília.
Não. A representação criminal marca o início de um procedimento e deverá ser analisada pelas autoridades competentes da Argentina. Até o momento, trata-se de uma acusação apresentada por advogados, sem decisão judicial sobre o mérito das alegações.
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Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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