Ministro francês admite ‘apressar’ acordo UE-Mercosul diante de tarifaço dos EUA
O acordo entre a UE e o Mercosul, assinado em dezembro, aguarda aprovaçã para entrar em vigor.
- (Foto: Divulgação)
Éric Lombard, o ministro das Finanças da França, manifestou nesta terça (1), a necessidade de “apressar” as negociações relacionadas ao acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul. Esta declaração ocorreu durante um encontro com Fernando Haddad, ministro brasileiro da Fazenda, e aponta para um raro sinal de possível mudança na postura francesa, historicamente contrária ao tratado.
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Lombard explicou que, embora exista um reconhecimento mútuo das dificuldades que ameaçam o comércio internacional, a França ainda mantém sua posição de oposição ao acordo. As principais reservas francesas se concentram em questões ambientais ligadas à pegada ecológica na indústria e em temas agrícolas. No entanto, ele destacou que estão sendo identificados os principais obstáculos e problemas pendentes a serem resolvidos.
Por outro lado, Fernando Haddad sublinhou a importância do desenvolvimento do multilateralismo e mencionou um futuro encontro na França para abordar essas pendências. O otimismo parece rondar as conversas, com a expectativa de superação dos obstáculos até o próximo encontro.
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O acordo entre a UE e o Mercosul, assinado em Montevidéu em dezembro, aguarda aprovação de outras instâncias europeias para entrar em vigor. Com a recente imposição de tarifas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, este acordo adquiriu uma nova importância como uma resposta “multilateral” à iminente guerra comercial instigada pelo protecionismo americano.
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Enquanto isso, as recentes políticas protecionistas dos EUA colocam em perspectiva as relações comerciais internacionais. Haddad expressou esperança de que as intenções americanas se tornem mais claras, mencionando uma declaração do presidente Lula sobre as políticas protecionistas da nação mais rica do mundo e como elas podem afetar a prosperidade global. Ele também comentou sobre o cenário injustificado de um possível tarifaço americano, dadas as negociações contínuas e o déficit comercial do Brasil com os EUA.
Em um almoço com empresários franceses, Haddad mostrou-se otimista com os futuros investimentos da França no Brasil, especialmente na área de inteligência artificial, demonstrando o potencial para parcerias fortalecidas e progresso mútuo entre os dois países.
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