‘Monstro de Amstetten’: homem que manteve filha como escrava sexual por 24 anos pode ser solto
Mantida em cativeiro, Elisabeth deu à luz sete filhos, frutos dos abusos perpetrados pelo próprio pai.

Foto: reprodução
O caso que chocou o mundo, conhecido como o “Monstro de Amstetten”, volta a despertar a atenção da opinião pública à medida que Josef Fritzl, o austríaco condenado a prisão perpétua por manter a filha como escrava sexual por 24 anos, pode ganhar a liberdade condicional em 2024.
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Fritzl, atualmente com 88 anos, cumpre pena desde 2009 pelos crimes hediondos de incesto, estupro e cárcere privado. Durante os anos de cativeiro, sua filha Elisabeth deu à luz sete filhos, frutos dos abusos perpetrados pelo próprio pai. Uma das crianças, que enfrentava problemas respiratórios, veio a óbito no porão, quando Fritzl recusou tratamento médico, levando-o a ser condenado por “assassinato por negligência”.
A revelação dos crimes ocorreu em 2008, quando Fritzl permitiu que Elisabeth saísse do porão para buscar tratamento médico. A história, marcada por tortura, abusos e incesto, gerou indignação global.
Previsto em sua sentença, a partir de 2024, Fritzl poderá solicitar a liberdade condicional. Um relatório psiquiátrico aponta que, devido a várias quedas na prisão, o agressor enfrenta dificuldades de locomoção, dependendo de um andador. Há relatos de que Fritzl apresenta comportamento delirante, conversando com a televisão e acreditando em visitas de familiares que nunca ocorreram. Ele também tem a ilusão de ser uma estrela pop.
A especialista em psiquiatria forense da Universidade de Linz prepara um novo estudo, argumentando que Fritzl não representa mais perigo para a sociedade. Caso a avaliação seja aceita, Fritzl poderá ser transferido para uma prisão de idosos, abrindo caminho para a possibilidade de liberdade condicional.
Redação AM POST
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