Mortos em terremotos na Venezuela chegam a 1.430; ONU estima mais de 50 mil desaparecidos
Tragédia já é considerada a mais letal da Venezuela em mais de um século; tremores também foram sentidos em Manaus.
- Foto: X
Resumo
- Mortos: Número de vítimas sobe para 1.430, segundo autoridades venezuelanas.
- Desaparecidos: ONU estima mais de 50 mil pessoas sob os escombros.
- Impacto: Cerca de 3 mil feridos, mais de 3.100 desabrigados e milhões de pessoas afetadas.
- Amazonas: Tremores de grande magnitude foram sentidos em Manaus na última quarta-feira (24).
Notícias do Brasil – O número de mortos provocados pelos fortes terremotos que atingiram a Venezuela na última quarta-feira (24) subiu para 1.430, conforme atualização divulgada neste sábado (27) pelas autoridades do país. O desastre já é considerado o mais letal da Venezuela em mais de um século, refletindo a dimensão da destruição provocada pelos dois tremores de grande magnitude.
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O balanço oficial contabiliza ainda cerca de 3 mil feridos e mais de 3.100 pessoas desabrigadas, que permanecem em abrigos improvisados ou áreas abertas por medo de novos desmoronamentos.
Quantas pessoas estão desaparecidas
Embora o governo venezuelano ainda não tenha divulgado um número oficial de desaparecidos, o chefe de ajuda humanitária da Organização das Nações Unidas (ONU) estima que mais de 50 mil pessoas possam estar desaparecidas, muitas delas soterradas pelos escombros.
As equipes de resgate continuam trabalhando em uma corrida contra o tempo para localizar sobreviventes nas áreas mais atingidas.
Quantas pessoas foram afetadas pela tragédia
Segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), mais de 6 milhões de venezuelanos podem ter sido diretamente impactados pelos terremotos que devastaram Caracas e outras regiões do norte do país. Os danos incluem destruição de moradias, hospitais, prédios públicos, estradas e redes de abastecimento, agravando a situação humanitária.
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Por que o número de mortos ainda pode aumentar
A ONU e o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) alertam que o número de vítimas fatais pode crescer significativamente nos próximos dias. O motivo é a combinação entre a intensidade dos terremotos, que atingiram áreas densamente povoadas, e as dificuldades enfrentadas pelas equipes de resgate diante da destruição da infraestrutura.
Como estão as operações de resgate
As buscas seguem em condições extremamente difíceis. Segundo organismos internacionais, a falta de maquinário pesado e as limitações da rede hospitalar dificultam o atendimento às vítimas e a remoção de pessoas presas sob os escombros.
Grande parte das operações depende da ajuda internacional e da atuação de voluntários, que trabalham ao lado das equipes de resgate em uma corrida para encontrar sobreviventes.
Os tremores foram sentidos no Amazonas
Os dois terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorreram com intervalo inferior a um minuto e tiveram intensidade suficiente para serem percebidos em diversos países da América do Sul. Em Manaus, moradores relataram tremores na noite de quarta-feira (24). Apesar do susto, não houve registro de danos estruturais ou vítimas no Amazonas.
O Brasil participa da ajuda humanitária
O Brasil está entre os países que prestam assistência à Venezuela. Até o momento, o governo brasileiro enviou três aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) com:
- Medicamentos;
- Equipamentos de resgate;
- Insumos hospitalares;
- Profissionais das áreas de saúde e salvamento.
Também enviaram ajuda humanitária países como Colômbia, Chile, México, Estados Unidos, Espanha, França, Itália, Holanda, Peru e El Salvador.
Contexto para o Amazonas
A proximidade geográfica entre o Amazonas e a Venezuela explica por que os tremores foram sentidos em Manaus. Especialistas destacam que sentir um terremoto ocorrido em outro país não significa aumento do risco sísmico na capital amazonense, mas evidencia como grandes eventos geológicos podem produzir efeitos perceptíveis em regiões vizinhas. Ao mesmo tempo, a tragédia reforça a importância da cooperação internacional em operações de busca, resgate e assistência humanitária em países da América do Sul.
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