Nicolás Maduro acusa Elon Musk por ataque hacker a órgão eleitoral da Venezuela
Presidente da Venezuela criou comissão para avaliar segurança do país.
- Foto: Reprodução YouTube e Instagram
O presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, disse que o país vai criar uma comissão especial com ajuda de assessorias russa e chinesa para avaliar o sistema de cibersegurança do país. As autoridades venezuelanas afirmam que um ataque hacker desestabilizou o sistema de comunicação do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) no dia da eleição, atrasando o trabalho do órgão.
Ainda segundo o mandatário venezuelano, por trás desse ataque estaria o bilionário Elon Musk, dono da plataforma X, antigo Twitter, e de diversas indústrias, desde carros elétricos até satélites.
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“Foi proposta e decidida a criação de uma comissão especial para avaliar, com assessoria russa e chinesa, o sistema de segurança do país que está a ser atacado, e especialmente o ataque que causou graves danos ao sistema de comunicação da CNE. O Poder Eleitoral informará o país, mas já foi solicitado a assessoria, pois tenho certeza de que os ataques foram dirigidos pelo poder de Elon Musk”, disse Maduro.
Nos últimos dias, Elon Musk tem criticado Maduro e as eleições venezuelanas nas redes sociais.
"Elon Musk" es tendencia porque aceptó caerse a coñ*azos con Nicolás Maduro:
“Si yo gano, dimitirá como dictador de Venezuela
Si él gana, le doy un viaje gratis a Marte” pic.twitter.com/6I4CibHDkZ
— ¿Por qué es tendencia? (@estendenciavzl) July 31, 2024
CNE
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O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela tem sido pressionado nos últimos dias para divulgar as atas eleitorais que permitem a auditoria dos resultados anunciados pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), que deu 51,21% dos votos à Maduro contra 44% à Edmundo González.
Como as atas não foram publicadas, parte da oposição tem alegado uma fraude e convocado manifestações.
Atos violentos e protestos ocorreram em várias partes do país e já se calculam mortos, dezenas de feridos e centenas de presos. O governo Maduro acusa que há uma tentativa de golpe de Estado e forças opositoras pedem que os militares tomem hajam contra o governo.
“Por detrás desse plano que denunciei está o império dos Estados Unidos, do tráfico de drogas colombiano, de Elon Musk e da direita extremista fascista do mundo. Eles vieram contra a Venezuela porque acreditaram que poderiam tomá-la. Baseado em todas as campanhas da rede sociais para desestabilizar uma sociedade”, disse Maduro em uma reunião com o Conselho de ministros de Estado.
Doze pessoas morreram nos protestos contra a reeleição de Nicolás Maduro, na Venezuela, segundo denúncias de ONGs. Ao menos 749 pessoas foram presas no segundo dia consecutivo de manifestações, marcadas pelo uso de violência das forças de segurança.
Com informações da Agência Brasil
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