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O que é a lista de Epstein e qual a relação de Trump com o caso

Documentos sobre o escândalo sexual do bilionário voltam à tona e pressionam Trump a cumprir promessa de campanha

Por michael

24/07/2025 às 12:26 - Atualizado em 05/08/2025 às 09:25

  • A polêmica sobre a “lista de Epstein” voltou ao centro do debate nos EUA, pressionando o presidente Donald Trump a divulgar arquivos relacionados ao caso do bilionário Jeffrey Epstein, acusado de comandar um esquema de exploração sexual de menores envolvendo figuras poderosas.
  • Apesar de Trump ter prometido na campanha de 2024 tornar públicos todos os documentos, ele recuou após ser alertado de que seu nome aparecia nos arquivos da investigação, gerando frustração entre seus apoiadores e agravando a crise interna na base conservadora.
  • O Congresso americano antecipou o recesso de verão para evitar votação sobre a divulgação dos documentos, enquanto Trump passou a chamar a “lista de Epstein” de farsa, mas a pressão por transparência e suspeitas de proteção aos envolvidos continuam fortes.

Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.

lista de Epstein

O que é a lista de Epstein e qual a relação de Trump com o caso – Foto: Wikimedia/Jornal Nacional

Mundo – A polêmica envolvendo a chamada “lista de Epstein” voltou ao centro do debate político nos Estados Unidos e atinge diretamente o presidente Donald Trump. A pressão cresceu após novas revelações sobre o envolvimento de nomes poderosos com Jeffrey Epstein, bilionário acusado de liderar um esquema de exploração sexual de menores nas décadas de 1990 e 2000. Trump, que havia prometido divulgar os arquivos secretos sobre o caso, agora é cobrado até por aliados por não cumprir o que prometeu na campanha presidencial de 2024.

A discussão ganhou novo fôlego nesta semana, depois de uma reportagem do Wall Street Journal revelar que o Departamento de Justiça teria avisado Trump, ainda em maio, de que seu nome aparecia em arquivos da investigação. A Casa Branca negou a veracidade da informação, classificando-a como “fake news”. A situação, no entanto, agravou uma crise interna: parte da base conservadora cobra a revelação dos documentos que supostamente listariam figuras públicas que frequentavam os ambientes controlados por Epstein.

Jeffrey Epstein e o esquema de exploração sexual

Jeffrey Epstein foi um financista influente, com trânsito entre milionários, políticos, artistas e até membros da realeza. Entre 2002 e 2005, segundo as investigações, ele comandou um esquema que aliciava meninas menores de idade em troca de dinheiro para práticas sexuais. Muitas delas, além de serem vítimas diretas, eram pressionadas a recrutar outras jovens.

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Os crimes teriam ocorrido em várias propriedades do bilionário, incluindo uma ilha no Caribe e mansões nos Estados Unidos. Mais de 250 meninas teriam sido exploradas, de acordo com estimativas do próprio governo norte-americano.

Preso em 2019, Epstein morreu na cadeia antes do julgamento, em um suposto suicídio que ainda alimenta teorias conspiratórias. Sua morte, porém, não encerrou o caso. Outras figuras envolvidas, como Ghislaine Maxwell — ex-companheira e cúmplice de Epstein —, foram condenadas por participação ativa na rede de abuso.

O mistério da “lista de clientes”

A chamada “lista de Epstein” seria, segundo teorias alimentadas nas redes, um documento secreto com nomes de pessoas influentes que teriam se beneficiado do esquema comandado por Epstein. Apesar de sua existência nunca ter sido oficialmente confirmada, o tema se tornou recorrente no debate público, especialmente entre apoiadores da direita norte-americana.

Em fevereiro de 2025, uma série de arquivos relacionados ao caso foi divulgada pelo governo. Os documentos incluíam registros de voos no jato particular de Epstein, fotografias e mídias eletrônicas. Entre os nomes citados estavam o ex-presidente Bill Clinton e o príncipe Andrew, membro da família real britânica. Nenhum deles foi formalmente acusado, mas os relatos de vítimas e a presença constante em viagens com Epstein colocaram seus nomes sob suspeita.

Trump, os arquivos e as promessas não cumpridas

De acordo com o Portal G1, Donald Trump conheceu Epstein nos anos 1990 e frequentou seus círculos sociais por um período. Em registros de voo de 1994, por exemplo, o nome de Trump aparece ao lado de Epstein e de sua então esposa, Marla Maples. O presidente, no entanto, sempre negou envolvimento em qualquer atividade ilegal e afirma ter cortado relações com o bilionário assim que surgiram as primeiras denúncias.

Durante a campanha presidencial de 2024, Trump afirmou mais de uma vez que tornaria públicos os arquivos completos do caso. Chegou a dizer que era “estranho” que ninguém tivesse divulgado a lista de clientes, e prometeu que “não teria problema” em fazê-lo.

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O problema é que, já empossado novamente como presidente, Trump passou a recuar. A expectativa pela revelação dos arquivos se transformou em frustração, especialmente entre seus próprios eleitores. A insatisfação cresceu ainda mais quando, em junho, Elon Musk afirmou que o nome de Trump aparecia nos documentos, num post que mais tarde foi apagado.

Em julho, o Departamento de Justiça publicou uma nota afirmando que não encontrou nenhuma “lista de clientes” e reforçando que Epstein teria agido de forma isolada, mesmo com a ajuda de cúmplices como Maxwell. Ainda assim, a base de apoio trumpista não se deu por satisfeita.

Crise política e recesso legislativo antecipado

O impacto da polêmica chegou ao Congresso dos Estados Unidos. Nesta semana, o legislativo antecipou o recesso de verão, uma manobra interpretada por analistas como tentativa de evitar uma votação sobre a obrigatoriedade de divulgar os documentos sigilosos do caso Epstein.

O próprio Trump mudou o tom e agora chama a “lista de Epstein” de “farsa” criada pela “esquerda radical”. A estratégia parece ser conter danos e evitar que o tema continue em alta na reta final do segundo ano de mandato.

Contudo, a pressão segue forte. Muitos eleitores conservadores que ajudaram a eleger Trump novamente acreditam que há uma rede de proteção entre os poderosos para esconder a extensão real dos crimes de Epstein. O caso permanece envolto em mistério, alimentado por documentos parciais, teorias da conspiração e uma promessa presidencial que ainda não foi cumprida.

Veja também: Trump tira EUA da Unesco e volta a confrontar agenda global

Por: Mayara Leite – Estudante de Jornalismo.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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