OMS confirma seis casos de hantavírus ligados a navio de cruzeiro
Surto deixou três mortos e mobilizou autoridades internacionais de saúde

FOTO: Reprodução
Resumo:
A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou seis casos de hantavírus relacionados a um surto registrado em um navio de cruzeiro. Segundo a entidade, oito pessoas foram contaminadas, sendo que três morreram. O caso mobilizou autoridades sanitárias internacionais e elevou o alerta para passageiros e tripulantes da embarcação.
Notícias do Mundo – A Organização Mundial da Saúde informou nesta sexta-feira (9) que seis casos de hantavírus foram confirmados em passageiros ligados a um navio de cruzeiro internacional.
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Além dos casos confirmados, outros dois seguem sendo tratados como prováveis. Ao todo, três pessoas morreram em decorrência da doença.
Segundo a OMS, os casos confirmados foram identificados como vírus Andes, uma variante do hantavírus detectada por meio de testes PCR.
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Embarcação transportava mais de 140 pessoas
De acordo com as autoridades sanitárias, o navio tinha 147 passageiros e tripulantes a bordo quando o surto foi identificado pela primeira vez, em 2 de maio.
Posteriormente, outros 34 passageiros embarcaram na embarcação.
Quatro pacientes permanecem hospitalizados em países como África do Sul, Holanda e Suíça.
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EUA acompanham situação dos passageiros
Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) informaram que acompanham de perto a situação dos passageiros norte-americanos presentes no cruzeiro.
Segundo o órgão, o governo norte-americano prepara um voo de repatriação médica para retirar cidadãos dos EUA da embarcação.
A operadora Oceanwide Expeditions informou que há 17 norte-americanos no navio.
OMS avalia risco como moderado para passageiros
O navio partiu de Cabo Verde no dia 6 de maio e segue em direção às Ilhas Canárias, na Espanha, onde os passageiros devem desembarcar.
A OMS afirmou que o risco para a população mundial é considerado baixo, mas classificou como moderado o risco para passageiros e tripulantes da embarcação.
Primeiro caso pode ter ocorrido antes do embarque
Segundo informações divulgadas pela agência, o primeiro caso pode ter sido contraído antes mesmo do embarque, possivelmente durante viagens realizadas pela Argentina e Chile.
A suspeita é que a disseminação da doença tenha ocorrido posteriormente dentro do próprio navio.
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