Onda de ataques de facções deixa dez mortos no Equador
As duas últimas mortes relatadas nessa terça-feira, 9, são dois policiais “vilmente assassinados por criminosos armados” em Nobol.

Foto: Reprodução
Pelo menos dez pessoas, incluindo dois policiais feridos em Nobol, na província equatoriana de Guayas, morreram até o momento na onda de violência sem precedentes desencadeada por organizações criminosas no Equador, segundo informações da mídia local divulgadas nesta quarta-feira, 10.
As duas últimas mortes relatadas nessa terça-feira, 9, são dois policiais “vilmente assassinados por criminosos armados” em Nobol, afirmou a Polícia Nacional do Equador.
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Anteriormente, outras oito pessoas foram mortas nos ataques do crime organizado ocorridos nesta terça-feira em Guayaquil, a cidade mais populosa do país e capital da província de Guayas. Neste último caso, outros três ficaram feridos. “Este é o sacrifício que juramos à pátria e não descansaremos até encontrarmos os responsáveis por este ato criminoso”, acrescentou a Polícia Nacional através das suas redes sociais.
Em uma mensagem compartilhada nesta quarta em sua conta no X (antigo Twitter), a Polícia Nacional do Equador informou os resultados preliminares de suas ações contra os responsáveis pelos “ataques e atos terroristas”. Conforme a polícia, 70 pessoas foram presas, três de seus agentes feitos reféns foram libertados e 17 fugitivos recapturados, além da apreensão de armas, munições, explosivos e veículos.
Segundo o jornal equatoriano El Universo, até as 16h de terça-feira, foram registrados mais 29 incidentes envolvendo criminosos armados no país. Os serviços de emergência atenderam a mais de 1,9 mil ligações durante esse período.
O presidente Daniel Noboa emitiu um decreto que reconhece a existência de um conflito armado interno em nível nacional e ordena que as forças militares ajam para desmantelar 22 grupos do crime organizado transnacional, que foram designados como organizações terroristas e atores não estatais beligerantes.
O novo decreto foi emitido após homens armados e mascarados invadirem o canal TC Televisión em Guayaquil quando jornalistas transmitiam ao vivo um programa de notícias, resultando em uma situação dramática que durou pelo menos 30 minutos até a intervenção da polícia.
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“Não atire, por favor, não atire”, gritou uma mulher em meio às explosões. Antes de as luzes se apagarem, os homens encapuzados foram vistos segurando uma granada, apontando armas para os trabalhadores e colocando o que parecia ser uma banana de dinamite na jaqueta de uma pessoa.
Um jornalista do TC enviou mensagens via WhatsApp a um repórter da AFP indicando: “por favor. Eles vieram para nos matar. Deus permita que isso não aconteça. Os criminosos estão no ar”. A polícia pôs fim à tomada do canal e prendeu 13 pessoas.
Medo nas ruas e repercussão internacional
A situação gerou pânico em diversas cidades, com comércio fechando cedo e ruas caóticas cheias de gente correndo para voltar para casa. As aulas passaram de presenciais para online até sexta-feira.
Brasil, Colômbia, Chile, Venezuela, República Dominicana e Estados Unidos expressaram seu apoio a Quito e rejeitaram a violência. O Peru declarou estado de emergência em toda a sua fronteira com o Equador e reforçará a vigilância, informou seu governo.
A embaixada da China em Quito e seu consulado em Guayaquil anunciaram que suspenderão temporariamente o atendimento ao público a partir de quarta-feira, sem especificar quando reabrirão.
Estadão Conteúdo

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