Onda de violência no Equador deixa oito morto e eleva tensões
Violência foi registrada em diversos pontos da cidade litorânea de Guayaquil.
- Foto: Reprodução
Uma série de ataques armados em vários pontos da cidade litorânea de Guayaquil, no Equador, resultou na morte de pelo menos oito pessoas e deixou outras duas feridas nesta terça-feira (9). O prefeito Aquiles Alvarez confirmou os números horas após um grupo fortemente armado ocupar as instalações da emissora de televisão TC, mantendo funcionários como reféns. A ação, considerada um ato de terrorismo, desencadeou uma série de eventos violentos em diferentes regiões da cidade.
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No norte de Guayaquil, um grupo armado atirou em veículos próximos, resultando na morte de cinco pessoas e ferindo um estudante em uma escola local. Na mesma região, homens armados invadiram uma loja de peças de reposição, resultando em três mortes. As autoridades identificaram os agressores como membros do grupo do crime organizado “Los Tiguerones”, envolvido em tráfico de drogas, extorsão, assassinatos por encomenda e tráfico de armas.
O Ministério Público anunciou que processará os detidos pelo crime de terrorismo. As ruas de Guayaquil ficaram quase desertas após um toque de recolher autoimposto, com lojas, universidades, terminal de ônibus e centros de recreação fechados. O sistema de transporte Metrovía suspendeu as operações, e o aeroporto internacional anunciou restrições à entrada.
O governador da província de Guayas, Alberto Molina, pediu calma à população e orientou que permaneçam em suas casas. Os serviços de segurança municipal receberam 1.932 chamadas de alerta, com 650 emergências reais, incluindo a incursão de indivíduos armados em cinco hospitais. Embora a situação tenha sido controlada pela Polícia Nacional e Forças Armadas, houve relatos de incêndios em veículos e um policial ferido.
O ataque à emissora TC ocorreu quando homens encapuzados e armados invadiram os estúdios, fazendo reféns jornalistas, técnicos e funcionários. Exigiram que os profissionais enviassem um vídeo ao presidente do Equador, Daniel Noboa, solicitando que a polícia não interviesse. Agentes de unidades especiais entraram no local, libertaram os reféns e prenderam 13 criminosos. Explosivos, granadas e veículos foram apreendidos.
A cidade enfrentou um cenário de pânico, com rumores circulando e autoridades locais negando boatos, incluindo a falsa informação sobre a água potável da cidade ter sido envenenada. A situação permanece tensa, com as autoridades intensificando a segurança em hospitais e veículos de comunicação, e a população enfrentando dificuldades de deslocamento devido à ausência de transporte público.
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