Papa Leão XIV recebe convite de Trump para integrar Conselho de Paz sobre Gaza
Cardeal Parolin diz que convite está em análise e cita implicações diplomáticas.

Foto: freepik
Resumo
A matéria informa que o papa Leão XIV recebeu de Donald Trump um convite para integrar um Conselho de Paz voltado a discutir a situação em Gaza e outras disputas internacionais. O texto traz a confirmação do Vaticano, o que foi dito pelo cardeal Pietro Parolin, o formato e as regras do conselho, além das reações e convites feitos a outros líderes.
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Notícias do Mundo – O papa Leão XIV recebeu do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um convite para integrar o Conselho de Paz criado recentemente para discutir a situação atual da Faixa de Gaza. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (21/1) pelo secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin. Segundo ele, o convite foi recebido e ainda passa por avaliação.
Parolin fala em reflexão por escopo e impacto diplomático
De acordo com o cardeal, a eventual participação do pontífice exige cautela. “O papa recebeu um convite, e estamos analisando o que fazer. Trata-se de uma decisão que exige reflexão, tanto pelo escopo do órgão quanto pelas implicações diplomáticas”, afirmou Parolin.
Postura do pontífice e foco na crise humanitária
Primeiro papa nascido nos Estados Unidos, Leão XIV tem adotado uma postura diplomática discreta, porém firme, desde sua eleição, em maio do ano passado. Apesar de críticas pontuais a políticas do governo Trump, ele tem se manifestado de forma recorrente sobre a crise humanitária em Gaza, com discursos em defesa da população palestina.
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Conselho amplia alcance e gera cautela internacional
O Conselho de Paz foi anunciado por Trump como iniciativa para mediar o conflito em Gaza, mas passou a ser apresentado como fórum para disputas em diferentes regiões. O formato gerou reservas e comparações, por analistas, a uma “ONU paralela”. Documentos divulgados apontam mandato inicial de três anos, participação prevista de cerca de 60 países e um núcleo de membros permanentes, condicionado a contribuição de US$ 1 bilhão no primeiro ano, com recursos administrados pela Casa Branca. O desenho institucional prevê que Trump presida o conselho com mandato vitalício.
Convites a líderes e reações
Cerca de 50 países e a União Europeia confirmaram recebimento do convite. Israel e Egito aceitaram, assim como Argentina, Hungria e Marrocos. A França descartou adesão, com críticas de Emmanuel Macron. Trump também convidou Vladimir Putin e Luiz Inácio Lula da Silva, que avaliam a decisão.
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