Mais de 27 milhões de peruanos comparecem às urnas neste domingo (12) para escolher o novo presidente e os membros do Congresso. O pleito acontece em um cenário de instabilidade política prolongada, com o país buscando seu nono presidente em apenas uma década.
A alta rotatividade no comando do Executivo evidencia uma crise política profunda e persistente. O cenário atual reflete a dificuldade de governabilidade e a crescente desconfiança da população em relação às lideranças políticas.
Número recorde de candidatos
A eleição deste ano apresenta um cenário inédito, com 35 candidatos concorrendo à presidência. A grande quantidade de postulantes é vista como reflexo da fragmentação política e da descrença da população nos partidos tradicionais.
A pulverização de votos também dificulta a formação de alianças e aumenta a possibilidade de segundo turno, já que nenhum candidato aparece com ampla vantagem nas pesquisas.
Pesquisa mostra disputa apertada
Segundo o último levantamento da Ipsos, os primeiros colocados aparecem com margens estreitas, indicando uma disputa aberta. A candidata Keiko Fujimori, do partido Fuerza Popular, lidera com 15% das intenções de voto.
Pela quarta vez na corrida presidencial, a ex-deputada tenta chegar ao poder. Filha do ex-presidente Alberto Fujimori, Keiko busca consolidar sua candidatura em meio a um histórico de forte rejeição.
Na segunda posição aparece Carlos Álvarez, do partido País para Todos, com 8%. Humorista conhecido por imitar políticos, ele ganhou destaque nas últimas semanas e passou a ser considerado uma das surpresas da disputa.
Rafael López Aliaga, do Renovación Popular, aparece em terceiro lugar com 7%. O ex-prefeito de Lima é apontado como um dos nomes da ultradireita no país.
Outros candidatos mantêm cenário indefinido
Outros nomes também aparecem próximos nas pesquisas, contribuindo para a indefinição do cenário eleitoral. Ricardo Belmont surge com 6%, enquanto Roberto Sánchez e Alfonso López-Chau registram 5% cada.
A proximidade entre os candidatos reforça a possibilidade de mudanças nas posições e aumenta a incerteza sobre quais nomes avançarão para um eventual segundo turno.
Clima de tensão marca eleição
A eleição ocorre em meio a um ambiente de tensão política e social. Recentemente, o país enfrentou a renúncia da primeira-ministra, além de problemas logísticos como a suspensão de trens para Machu Picchu após deslizamentos.
Esses fatores contribuem para um cenário eleitoral marcado por incertezas e expectativa sobre o resultado das urnas.