Polo de ar-condicionado da Zona Franca de Manaus enfrenta risco de crise por falta de compressores; entenda
Monopólio da produção de compressores no Brasil compromete ritmo de fábricas de ar-condicionado no Polo Industrial de Manaus.
- Foto: Divulgação
Notícias de Manaus – O polo de ar-condicionado da Zona Franca de Manaus (ZFM), considerado o segundo maior do mundo, vive um momento de alerta. Segundo o presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), Jorge Júnior, há risco iminente de crise no setor devido à escassez de compressores, peça essencial para a produção dos aparelhos.
A situação afeta diretamente as 18 indústrias instaladas no Distrito Industrial de Manaus, que já enfrentam atrasos na produção, paralisações temporárias, suspensão de contratações e até demissões.
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Gargalo na produção
O problema está na dependência de apenas uma empresa nacional, localizada em São Carlos (SP), que detém o monopólio da produção de compressores no Brasil: a Tecumseh. A legislação federal, por meio do Processo Produtivo Básico (PPB), obriga que as indústrias da ZFM utilizem insumos fabricados em território nacional. No entanto, a fabricante paulista não consegue atender à demanda crescente das fábricas instaladas em Manaus, que produzem milhões de aparelhos anualmente.
Na prática, o entrave regulatório tem gerado atrasos na entrega de produtos ao mercado, comprometendo contratos e afetando a imagem das empresas. O cenário abre brecha para que concorrentes estrangeiros, especialmente da Ásia, conquistem espaço no setor de climatização no Brasil.
Pressão em Brasília
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Diante do impasse, representantes da Eletros e da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) se reuniram, em Brasília, com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin. O objetivo foi reforçar a necessidade de flexibilizar o PPB, permitindo a importação de compressores de outros fornecedores internacionais até que a demanda nacional seja atendida de forma sustentável.
Empresários argumentam que a manutenção do monopólio é insustentável e contraria os princípios de competitividade da indústria.
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“Não podemos aceitar que um setor inteiro fabricante de ar-condicionado fique refém da incapacidade de um único fornecedor de compressores. O Amazonas e o Brasil precisam de uma política industrial que assegure competitividade, previsibilidade e condições reais de produção. Essa é a voz da indústria amazonense que levamos hoje ao vice-presidente Geraldo Alckmin”, afirma o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antônio Silva.
Alckmin prometeu buscar uma solução imediata, pois considera a situação grave envolvendo o segundo maior polo produtor de ar-condicionado do mundo.
- Foto: Divulgação/Fieam
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