Presidente da França, Emmanuel Macron vai provar na justiça que não está casado com um homem; entenda
A ação busca contestar publicamente declarações feitas por Candace Owens.
- Foto: Ludovic MARIN / AFP
O presidente da França, Emmanuel Macron, e sua esposa, Brigitte Macron, estão se preparando para apresentar evidências fotográficas e laudos científicos à Justiça dos Estados Unidos como parte de um processo de difamação contra a influenciadora de direita Candace Owens. A ação busca contestar publicamente declarações feitas por Owens, que afirmou acreditar que Brigitte Macron teria nascido homem.
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Em março de 2024, Owens declarou que apostaria “toda a sua reputação profissional” nessa alegação. Desde então, o caso ganhou repercussão internacional, gerando debates sobre desinformação, ataques à imagem pública de figuras políticas e os limites da liberdade de expressão. Em julho de 2025, o casal Macron entrou formalmente com a ação judicial contra Owens.
Provas e depoimentos
De acordo com Tom Clare, advogado do casal, Brigitte Macron considerou as declarações “profundamente perturbadoras” e afirmou que elas representam uma distração para o presidente francês. “É profundamente perturbador pensar que alguém precisa se submeter a esse tipo de prova. Mas [Brigitte] está disposta a fazê-lo. Ela está decidida a fazer o que for preciso para esclarecer os fatos. (…) Se esse desconforto e essa sensação desagradável de se expor dessa forma são o que é preciso para esclarecer as coisas e encerrar isso, ela está 100% pronta para encarar esse fardo”, declarou Clare em entrevista ao podcast Fame Under Fire, da BBC.
O material que será apresentado inclui fotos pessoais de Brigitte Macron, como imagens de quando estava grávida e registros da criação de seus filhos. Clare ressaltou que todas as provas serão exibidas respeitando padrões e regras do tribunal americano.
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Contestações legais
Os advogados de Candace Owens responderam ao processo com um pedido de rejeição, argumentando que a ação não deveria ser ajuizada em Delaware, já que, segundo eles, não há relação entre o caso e os negócios da influenciadora registrados naquele Estado. Eles alegam que obrigá-la a se defender em Delaware causaria “prejuízos financeiros e operacionais substanciais”.
O debate jurídico envolve questões complexas sobre jurisdição, difamação e liberdade de expressão, e deve determinar se o processo prosseguirá ou será transferido para outro Estado americano.
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