Presidente de Uganda convoca união da África para salvar o mundo da homossexualidade
Segundo Museveni, a relação entre pessoas do mesmo gênero é um ‘perigo para a procriação humana’.
Redação AM POST*
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O presidente de Uganda, Yoweri Museveni, afirmou em um discurso no último domingo, 2, que a África deve ser uma liderança para “salvar o mundo” da homossexualidade. O líder político estava discursando em Entebbe, antiga capital do país, quando disse isso e chegou a chamar a homossexualidade de “degeneração e decadência”, afirmando que a opção sexual seria “muito perigosa para a humanidade”.
“África deve proporcionar a liderança para salvar o mundo desta degeneração e decadência que é realmente muito perigosa para a Humanidade. Se pessoas do sexo oposto deixarem mutuamente de se apreciar, como é que a raça humana continuará”, disse Museveni, segundo a agência de notícias DW.
Yoweri Museveni também sugeriu que vai sancionar o projeto de lei anti-homossexualidade aprovado pelo Parlamento ugandês no mês passado. A proposta estabelece pena de morte para “homossexualidade agravada” e prisão perpétua para “recrutamento, promoção e financiamento” de “atividades do mesmo sexo”.
A conferência na qual o presidente fez os comentários teve como tema a preservação dos “valores familiares e soberania”, com a presença de políticos de 22 países africanos, incluindo Zâmbia, Quênia e Serra Leoa. A State House disse que parlamentares britânicos também foram à conferência.
Museveni elogiou os parlamentares de Uganda por aprovarem o projeto de lei “antigay” e prometeu nunca permitir a promoção e divulgação da homossexualidade em Uganda. Ele enfatizou que isso nunca vai ser tolerado no país.
Na conferência, foi feito um apelo específico a Zâmbia, Tanzânia e Gana, para que “rejeitem a influência norte-americana.” O pedido ocorreu pelo fato de esses países terem sido visitados recentemente pela vice-presidente dos EUA, Kamala Harris.
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