Presidente interina da Venezuela extingue programas do chavismo
As mudanças foram oficializadas em edição recente do Diário Oficial, que detalha a reorganização de pastas estratégicas do governo.
- Foto: AP Photos/Ariana Cubillos
Resumo
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, determinou a extinção de sete programas e organismos ligados ao chavismo, incluindo estruturas criadas nos governos de Hugo Chávez e Nicolás Maduro. As medidas ocorrem em meio a uma sinalização de reaproximação com os Estados Unidos após a captura de Maduro.
Notícias do Mundo – A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, iniciou uma ampla reformulação administrativa ao extinguir sete programas sociais e organismos vinculados ao chavismo. Parte dessas estruturas foi criada durante os governos de Hugo Chávez e Nicolás Maduro.
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As mudanças foram oficializadas em edição recente do Diário Oficial, que detalha a reorganização de pastas estratégicas do governo.
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Fim de programas e reorganização ministerial
Entre as medidas adotadas está o encerramento de cinco programas sociais e duas entidades de coordenação estatal. Algumas dessas iniciativas faziam parte das chamadas “missões” bolivarianas, criadas para oferecer assistência em áreas como alimentação, saúde, moradia e educação.
Também foi desativado o Centro Estratégico de Segurança e Proteção da Pátria, instituído em 2013, no início do governo Maduro, com a função de centralizar informações sobre defesa e inteligência. Organizações independentes criticavam o órgão por suposta falta de transparência e concentração excessiva de poder.
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De acordo com o governo interino, parte das atribuições dos programas extintos será redistribuída entre ministérios já existentes.
Contexto político após captura de Maduro
As medidas ocorrem após a captura de Nicolás Maduro, realizada em 3 de janeiro, em Caracas, durante operação militar conduzida por forças dos Estados Unidos. Com isso, Delcy Rodríguez, que ocupava a vice-presidência, assumiu interinamente o comando do país.
Desde então, a nova gestão vem sinalizando uma agenda de reformas estruturais, incluindo mudanças na legislação do setor petrolífero e a proposta de uma lei de anistia considerada histórica, com previsão de análise nas próximas semanas.
Futuro das “missões” bolivarianas
As chamadas “missões” foram um dos pilares do chavismo ao longo de mais de duas décadas. Embora tenham sido apresentadas como políticas de proteção social, críticos afirmam que muitos desses programas operaram com baixa transparência e serviram como instrumento de controle político.
Com a extinção de parte dessas iniciativas, o governo interino busca redesenhar o modelo de políticas públicas no país, em meio a um cenário de incertezas políticas e econômicas.
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Declaração de Transparência
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