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PT condena apoio de Bolsonaro e Trump a Juan Guaidó na Venezuela

Presidente do partido diz que países interferem na soberania e teme intervenção à força bruta.

Por Hugo Guimarães

24/01/2019 às 08:24 - Atualizado em 24/01/2019 às 08:26

A presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), condenou a decisão dos presidentes Donald Trump (EUA) e Jair Bolsonaro (Brasil) de reconhecer o líder da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, como o novo presidente da Venezuela.

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A decisão aconteceu nesta quarta-feira (23), pouco depois do próprio Guaidó se autoproclamar presidente durante uma manifestação que reuniu milhares de pessoas em Caracas para protestar contra o ditador Nicolás Maduro. Outros países também estão fazendo o reconhecimento.

“Vamos ter daqui a pouco os presidentes dos Estados Unidos, do Brasil, de outros países interferindo na soberania e na autodeterminação dos países? Isso é muito grave. E acho mais grave ainda o governo brasileiro se posicionar favorável porque isso leva a uma intervenção, uma intervenção desse tipo, para ser realizada, vai levar à força bruta. Isso quer dizer que o presidente Bolsonaro vai enviar tropas brasileiras para Venezuela?

Com que dinheiro? Colocando em risco a vida dos brasileiros?”, indagou Gleisi na tarde desta quarta, em Brasília. A senadora petista, que nas últimas eleições foi eleita deputada federal para a legislatura que começa em 1º de fevereiro, criticou a condução da política externa do governo Bolsonaro.

“Não se faz política externa de forma ideológica. Você pode ter crítica, ser oposição, falar que não concorda com a política de determinado país, mas você tem de respeitar a soberania. A soberania é inerente aos países. O país é soberano sobre seu território, seu povo, seus processos”, disse Gleisi Hoffmann. Para a senadora petista, o Brasil deveria tentar mediar a situação da Venezuela através do diálogo.

“O Brasil é o maior país que temos na América Latina. Tem peso político, tem peso
econômico. O Brasil tinha de chamar as partes para conversar, para ver como poderia chegar a um consenso. Tinha de estar mediando com os outros países da América Latina, inclusive com os Estados Unidos”.

“Não vai ser um reconhecimento de um candidato da oposição, que não ganhou a eleição no país, através de outros países, que vai resolver o problema. Nós precisamos de uma solução pacífica, como sempre fizemos, como determina a Constituição brasileira”, disse a senadora.

Fonte: Folha de SP

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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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