Quatro pessoas são mortas e 50 detidas em protestos contra Maduro na Venezuela
Nos protestos, a população manifesta o seu descontentamento a bater em panelas e através de assembleias nas ruas.
Pelo menos quatro pessoas morreram nos protestos da última noite contra o Presidente Nicolás Maduro na Venezuela, um dos quais em Caracas e três no Estado venezuelano de Bolívar, anunciou esta quarta-feira (23) uma organização não-governamental.
Segundo o Observatório Venezuelano de Conflituosidade Social (OVCS), uma das mortes, a de um jovem de 16 anos, teve lugar em Caracas, devido a “um ferimento por arma de fogo, durante uma manifestação” em Cátia (centro).
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As outras três mortes ocorreram no Estado venezuelano de Bolívar, a 600 quilómetros a sudeste de Caracas, durante protestos prévios às manifestações convocadas para hoje.
Na localidade de San Félix, neste Estado, a população incendiou uma estátua do antigo Presidente socialista Hugo Chávez (presidiu o país entre 1999 e 2013) da qual cortou o busto que foi pendurado na ponte da Av. Guayana.
Segundo o OVCS, os protestos contra o novo mandato do Presidente Nicolás Maduro multiplicaram-se durante a última noite, passando de 30 na noite de segunda-feira para 63, na noite de terça-feira, na grande Caracas (capital e os vizinhos Estados de Miranda e Arágua).
Nos protestos, a população manifesta o seu descontentamento a bater em panelas e através de assembleias nas ruas.
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ONG fala em 43 detidos
Pelo menos 43 pessoas foram detidas na Venezuela nas últimas 48 horas, quando participavam em protestos contra o Governo do Presidente Nicolás Maduro, anunciou o Fórum Penal Venezuela (FPV).
Segundo o diretor daquela organização não-governamental, Alfredo Romero, 30 detenções ocorreram em Caracas e 13 no Estado venezuelano de Nova Esparta (a nordeste da capital).
“Pelo menos cinco menores de idade (pessoas com menos de 18 anos), estão entre os 30 detidos, durante protestos no oeste de Caracas, desde 21 de janeiro”, escreveu Alfredo Ramos na sua conta do Twitter.
Entretanto, fontes não oficiais admitem que poderão ter sido detidas mais pessoas durante a manhã de hoje, quando protestavam na Praça Madariaga de El Paraíso, onde os protestos foram reprimidos pela Guarda Nacional Bolivariana (polícia militar).
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