Senador dos EUA diz que Maduro está preso e será julgado em solo americano
Rubio teria confirmado que Maduro foi preso por pessoal dos EUA especificamente para enfrentar o sistema de justiça criminal do país.
- Foto: EPA/Miguel Gutierrez/Agência Lusa
Notícias do Mundo – O senador republicano Mike Lee, do estado de Utah, afirmou neste sábado (3) que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, já se encontra sob custódia dos Estados Unidos e deverá ser submetido a julgamento no sistema de Justiça americano. A declaração adiciona novos elementos à crise internacional aberta após a ofensiva militar realizada em Caracas durante a madrugada.
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Segundo Mike Lee, Maduro foi detido por agentes norte-americanos com o objetivo específico de responder a acusações criminais em solo americano. A informação foi divulgada pelo próprio senador em uma publicação na rede social X, onde relatou ter conversado diretamente com o secretário de Estado, Marco Rubio.
“Ele me informou que Nicolás Maduro foi preso por agentes dos EUA para enfrentar acusações criminais nos Estados Unidos”, escreveu o parlamentar. De acordo com Lee, a operação militar observada na capital venezuelana não teve caráter aleatório ou meramente ofensivo, mas esteve diretamente ligada ao cumprimento de um mandado de prisão e à proteção das forças envolvidas.
O senador detalhou que a chamada “ação cinética” — termo usado para definir operações militares com uso direto de força — teve como finalidade central garantir a segurança dos agentes americanos durante a execução da ordem judicial. Explosões, sobrevoo de aeronaves e ataques a instalações estratégicas foram registrados em Caracas e em áreas próximas, segundo relatos de moradores e vídeos que circularam nas redes sociais.
Ainda conforme Mike Lee, a ofensiva estaria amparada pela Constituição dos Estados Unidos. Ele afirmou que a operação “provavelmente se enquadra na autoridade inerente do presidente”, conforme o Artigo II da Carta Magna americana, que permite ao chefe do Executivo empregar forças militares para proteger cidadãos e militares dos EUA diante de ameaças reais ou iminentes.
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As declarações do senador reforçam a versão apresentada anteriormente pelo presidente Donald Trump, que anunciou a captura de Maduro e sua retirada do território venezuelano. Até o momento, no entanto, o governo americano não apresentou provas públicas da prisão nem informou oficialmente onde o líder venezuelano estaria detido.
Do lado venezuelano, autoridades afirmam desconhecer o paradeiro de Maduro e classificam a ação como uma “grave agressão militar”. O governo decretou estado de emergência e denunciou ataques a áreas civis e militares, enquanto cobra explicações formais da comunidade internacional.
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