Senegal usa cloroquina desde o primeiro caso de Covid-19 e tem apenas cinco mortes

O número resulta em apenas 0,3 mortes por milhão de habitantes, um dos resultados mais baixos do mundo.

Um dos países que mais tem intensificado o uso da hidroxicloroquina para tratar seus pacientes contra a Covid-19 é o Senegal. E o resultado da opção feita pela nação africana tem dado resultado na prática. Com cerca de 16 milhões de habitantes, o país teve somente cinco mortes registradas até esta terça-feira (21).

O número resulta em apenas 0,3 mortes por milhão de habitantes, um dos resultados mais baixos do mundo e ínfimo se comparado aos resultados da Noruega, com 34, e mesmo da Coreia do Sul, exemplo de eficiência no combate ao vírus, mas que tem 5 mortes por milhão, número 17 vezes maior que os africanos.

A justificativa para a eficácia no tratamento senegalês foi respondida pela doutor Moussa Seydi, responsável pela linha de frente do combate à doença no país, em entrevista à revista francesa Marianne.

Continua depois da Publicidade

Segundo Seydi, que é infectologista, a hidroxicloroquina, remédio defendido pelo presidente Jair Bolsonaro no Brasil, tem sido usada desde os primeiros casos no Senegal.

– Implementamos um protocolo de tratamento para os pacientes menos graves com tratamento com hidroxicloroquina. Tratamento em que, no momento, observo bons resultados em relação à redução da carga viral – ressaltou.

O médico também afirmou que analisou bem os riscos e benefícios relacionados ao tratamento e concluiu que as vantagens de utilizar o fármaco favoreciam a escolha de utilizar a hidroxicloroquina desde o início dos cuidados com os pacientes.

Continua depois da Publicidade

– Como o Dr. Raoult [Didier Raoult, responsável pela pesquisa mais conhecida com a hidroxicloroquina], vimos uma queda na carga viral após uma semana. O que induz uma cura mais rápida. A relação risco/benefício favorece os benefícios. Considero que não perco nada trazendo esse tratamento para meus pacientes. Especialmente porque eu não notei nenhum efeito colateral – destacou.

Seydi também afirmou que a África tem a vantagem de conhecer a cloroquina por já ter contato frequente com pacientes infectados pela malária, que é endêmica no continente, em que o remédio é usado no tratamento.

– É uma molécula muito conhecida que tem sido usada no tratamento da malária. Na Europa, a malária não é um problema de saúde pública, portanto as pessoas sabem menos e fazem mais perguntas. Também é uma reação normal – completou.

Continua depois da Publicidade

Fonte: Pleno.News