Sob pressão do ultimato de Trump, Hamas decide liberar todos os reféns israelenses
A resposta do Hamas foi enviada ao plano de 20 pontos apresentado por Donald Trump, que havia dado prazo até domingo.
- Foto: Reprodução YouTube
Notícias do Mundo – O Hamas anunciou nesta sexta-feira (3) que concorda em libertar todos os reféns israelenses — vivos ou mortos — como parte do plano de paz para Gaza proposto pelo governo dos Estados Unidos.
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Em comunicado oficial, o grupo palestino afirmou estar disposto a iniciar imediatamente negociações, por meio de mediadores, para discutir os detalhes do acordo. Além disso, reiterou sua posição de transferir a administração da Faixa de Gaza a um organismo palestino independente, respaldado pelo consenso nacional, apoio árabe e islâmico.
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Segundo um funcionário do Hamas, a organização não pretende se desarmar antes do fim da ocupação israelense.
A resposta do Hamas foi enviada ao plano de 20 pontos apresentado por Donald Trump, que havia dado prazo até domingo para que o grupo aceitasse ou rejeitasse a proposta. Ainda não está claro se Estados Unidos ou Israel estarão dispostos a avançar em novas negociações.
Na resposta, o Hamas destacou “apreço pelos esforços árabes, islâmicos e internacionais, bem como pelos esforços do presidente dos EUA, Donald Trump, pedindo o fim da guerra na Faixa de Gaza, a troca de prisioneiros e a entrada imediata de ajuda humanitária”.
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O grupo reafirmou que aceita a libertação dos reféns israelenses de acordo com a fórmula prevista no plano de Trump, mas condicionou a execução da troca a ajustes nas condições de campo.
O plano dos EUA para Gaza
A Casa Branca divulgou, na segunda-feira (29), os pontos centrais da proposta americana. O plano prevê:
cessar-fogo imediato,
troca de reféns do Hamas por prisioneiros palestinos mantidos por Israel,
retirada das forças israelenses de Gaza,
desarmamento do Hamas,
e criação de um governo internacional temporário, chamado Conselho da Paz, que seria presidido por Trump e contaria com líderes mundiais, entre eles o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair.
O documento também prevê que, posteriormente, o controle de Gaza seja entregue à Autoridade Palestina.
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