A notícia que atravessa o Brasil!

Pesquisar por em AM POST

Mundo

Soldados da Guiana ficam feridos durante tiroteio na fronteira com a Venezuela

Confronto entre Guiana e Venezuela na fronteira aumenta tensões sobre a região de Essequibo.

Por Natan AMPOST

18/02/2025 às 21:55 - Atualizado em 19/02/2025 às 15:32

Seis soldados das forças de segurança da Guiana ficaram feridos após um confronto com uma gangue venezuelana na região de Essequibo, segundo informações divulgadas pelo governo guianense nesta segunda-feira (17). O incidente ocorreu no rio Cuyuni, uma área de disputa histórica entre os dois países, que vem sendo administrada pela Guiana e reconhecida como parte de seu território pela maioria da comunidade internacional.

De acordo com a Força de Defesa da Guiana (GDF, na sigla em inglês), uma embarcação de transporte de suprimentos foi emboscada por homens armados e mascarados enquanto navegava entre a base militar de Eteringbang e Makapa. Durante o ataque, os agressores cercaram a embarcação de aproximadamente nove metros de comprimento e abriram fogo contra os soldados, que reagiram imediatamente. A troca de tiros resultou na fuga dos atacantes, mas não sem consequências: diversos militares guianenses ficaram feridos.

PUBLICIDADE

Em resposta ao ataque, a GDF anunciou a mobilização de mais tropas para reforçar a segurança na região. “A Força continua comprometida com a proteção de suas fronteiras e tomaremos todas as medidas necessárias para enfrentar qualquer ameaça à segurança nacional”, declarou a instituição em nota oficial.

O presidente guianense, Irfaan Ali, manifestou preocupação com o estado de saúde dos militares feridos e confirmou que um helicóptero de resgate foi enviado à região para prestar assistência. O governo da Guiana reforçou seu compromisso com a segurança nacional e destacou a importância de manter a soberania sobre Essequibo, uma área rica em recursos minerais.

Por outro lado, a Venezuela reagiu rapidamente ao incidente, classificando o episódio como uma “fake news” promovida pelo governo guianense. Em nota oficial, o regime de Nicolás Maduro acusou Georgetown de utilizar estratégias de desinformação e propaganda militarista para justificar uma suposta militarização da região, apoiada pelo Comando Sul dos Estados Unidos. “Denunciamos o governo da Guiana, que, em seu afã de encobrir suas ações ilegais em território em disputa, recorre à desinformação e à propaganda belicista para justificar sua crescente militarização”, afirmou a nota do governo venezuelano.

O embate ocorre em um momento simbólico para a Venezuela: o 59º aniversário da assinatura do Acordo de Genebra, documento firmado em 17 de fevereiro de 1966 entre o Reino Unido e a Venezuela, que estabeleceu as bases para uma resolução pacífica sobre a disputa territorial. No mesmo dia, o governo venezuelano reforçou seu posicionamento ao afirmar que “a Guiana está obrigada a se sentar e negociar de imediato, sem mais demora”. Além disso, Caracas voltou a acusar Georgetown de permitir a presença de bases militares americanas na região, o que representa uma suposta ameaça à soberania venezuelana.

PUBLICIDADE

A polêmica em torno da região de Essequibo remonta ao século XIX e se intensificou nos últimos anos devido às descobertas de vastas reservas de petróleo na costa guianense. A Guiana tem firmado parcerias com empresas internacionais para a exploração desses recursos, o que tem sido visto por Caracas como uma tentativa de consolidar o domínio sobre a região disputada.

A comunidade internacional observa com preocupação a escalada das tensões. A Organização dos Estados Americanos (OEA) e a ONU já se manifestaram anteriormente sobre a necessidade de uma solução pacífica para a disputa territorial. Os Estados Unidos, que mantêm relações estreitas com a Guiana, também acompanham de perto a situação e podem exercer influência nas negociações futuras.

A crescente militarização da fronteira e a retórica agressiva de ambos os lados levantam receios de uma possível escalada militar. Analistas apontam que, apesar da forte posição da Venezuela, uma ação militar direta contra a Guiana poderia gerar uma reação da comunidade internacional, além de aprofundar as dificuldades econômicas do governo de Maduro, já pressionado por sanções e crises internas.

Enquanto isso, a população das áreas afetadas segue apreensiva com o aumento das tensões. Pequenas comunidades ao longo da fronteira têm relatado preocupação com o crescente número de militares patrulhando a região e temem que um conflito armado possa impactar suas vidas diretamente.

Diante desse cenário incerto, resta saber se a diplomacia conseguirá prevalecer sobre a escalada militar. O futuro da região de Essequibo continua a ser um dos pontos mais delicados das relações entre Venezuela e Guiana, e qualquer novo desdobramento pode ter consequências significativas para a estabilidade da América do Sul.

*Com informações da FolhaPress

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

O AM POST está em todo lugar

Baixe agora mesmo o nosso app

Faça parte da comunidade

  • Praticidade na informação

  • Notícias todos os dias

  • Compartilhe com facilidade

WhatsApp Telegram
Sobre o TEA

Um anjo pergunta à Deus: O que é um autista? E Deus lhe responde: É um de vocês que permito descer à Terra!

Lu Lena

Últimas notícias

Manaus

Festival Folclórico do Amazonas começa nesta sexta-feira com investimento recorde e programação gratuita

Evento realizado no Centro Cultural dos Povos da Amazônia contará com apresentações folclóricas, apoio financeiro recorde às agremiações e esquema especial de segurança e saúde.

há 40 minutos

Manaus

Cesta básica sobe em Manaus e fica quase R$ 13 mais cara em junho

Pesquisa do Procon Manaus aponta aumento impulsionado pelo setor hortifrúti e revela grande variação de preços entre supermercados da capital.

há 1 hora

Política

Salazar arrega e não aparece em debate ao vivo com Coronel Claudenir: “bandido”

Debate entre os dois aconteceria ao vivo nesta quarta-feira nas redes sociais, mas vereador não participou da transmissão.

há 2 horas

Amazonas

Enem 2026 entra na reta final: estudantes da rede pública devem confirmar inscrição até sexta-feira

Alunos da 3ª série do Ensino Médio foram inscritos automaticamente.

há 2 horas

Brasil

Após críticas, Alcione revela motivo de falhas durante Hino Nacional no Maracanã

Artista afirma que falhas na execução do Hino Nacional ocorreram por problemas técnicos que impediram ela e Belo de ouvirem o retorno de áudio.

há 2 horas