Suprema Corte do Chile destitui ministra em meio a escândalo de corrupção
juíza, de 61 anos, foi afastada devido à sua suposta participação em um esquema de corrupção.
- Foto: Reprodução
A Suprema Corte do Chile destituiu, nesta quinta-feira (10), a magistrada Ángela Vivanco, envolvida em um dos maiores escândalos de corrupção a atingir o país desde o retorno à democracia, em 1990. A decisão foi anunciada pelo presidente do tribunal, Ricardo Blanco, em comunicado após votação unânime do plenário de juízes.
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De acordo com Blanco, Vivanco, que ocupava o cargo de ministra da Suprema Corte, “não teve um bom comportamento no exercício de suas funções”, resultando em sua remoção. A juíza, de 61 anos, foi afastada devido à sua suposta participação em um esquema de corrupção que abala não apenas o sistema judiciário, mas também as elites política e econômica do Chile.
Vivanco enfrenta ainda um processo de impeachment no Congresso chileno. Caso a medida seja aprovada, ela será proibida de exercer cargos públicos por um período de cinco anos. A situação marca um dos momentos mais críticos para o Judiciário chileno em décadas.
O escândalo veio à tona com a revelação de mensagens telefônicas trocadas entre o influente advogado Luis Hermosilla e outras figuras da elite chilena, que sugerem práticas ilegais e corrupção no sistema judicial. Hermosilla, conhecido por sua proximidade com o poder político e econômico do país, é apontado como o principal articulador das ações ilegais.
Camila Vallejo, porta-voz do governo chileno, classificou o episódio como “o maior caso de corrupção da história recente” do país, destacando a gravidade das acusações que envolvem figuras importantes da política e da Justiça.
Segundo a decisão do tribunal, Vivanco “incorreu em um comportamento que afeta os princípios de independência, imparcialidade, probidade, integridade e transparência que regem os membros da magistratura”. Esses valores são fundamentais para garantir a confiança da população no sistema judicial, que agora se vê abalado pela série de denúncias e investigações.
O afastamento de Ángela Vivanco é visto como um passo importante na tentativa de restaurar a credibilidade das instituições chilenas.
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