Sobe para 2.645 o número de mortos por terremoto na Venezuela
Governo venezuelano informou que 15 mil pessoas estão desalojadas após os dois tremores que atingiram o norte do país em 24 de junho.
- Foto: Divulgação
Resumo
- Mortes confirmadas: O governo da Venezuela informou que 2.645 pessoas morreram após os terremotos.
- Feridos: O balanço aponta 12.666 pessoas feridas.
- Desalojados: Cerca de 15 mil pessoas perderam suas casas ou precisaram deixar os imóveis.
- Resgates: Mais de 30 mil socorristas, incluindo equipes de 31 países, seguem nas áreas atingidas.
Notícias do Mundo – O número de mortos provocados pelos terremotos que atingiram a Venezuela subiu para 2.645, segundo balanço divulgado pelo governo venezuelano nesta sexta-feira (3). O total de feridos chegou a 12.666 pessoas. As autoridades afirmam que as equipes continuam procurando vítimas sob os escombros.
Os dois tremores ocorreram na noite de 24 de junho e atingiram principalmente a região norte do país, onde está localizada a capital Caracas.
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Quais regiões foram mais atingidas pelos terremotos
Os terremotos provocaram desabamentos de prédios, destruição de casas e danos em estruturas públicas na capital venezuelana e em cidades próximas. O estado de La Guaira é apontado como a área mais devastada. A presidente interina Delcy Rodríguez informou que 189 edifícios desabaram completamente na região.
Segundo o governo, quase todos os servidores públicos do estado morreram durante os tremores, o que ampliou as dificuldades para a resposta emergencial.
Quantas pessoas foram resgatadas e atendidas
O Ministério da Comunicação e Informação da Venezuela informou que mais de 6 mil pessoas já foram resgatadas desde o início das operações. O balanço divulgado pelo governo também aponta que aproximadamente 86 mil famílias receberam algum tipo de atendimento após a tragédia.
As autoridades estimam que 15 mil pessoas estejam desalojadas, vivendo temporariamente em abrigos, casas de parentes ou em áreas improvisadas.
As buscas por sobreviventes ainda continuam
Sim. Equipes venezuelanas e grupos internacionais seguem mobilizados para procurar pessoas soterradas em prédios e casas que desabaram. Segundo as autoridades, mais de 30 mil socorristas atuam nas regiões atingidas. Desse total, 3,3 mil integram equipes internacionais enviadas para apoiar as operações.
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O trabalho conta com profissionais de 31 países, incluindo o Brasil, que enviou bombeiros e especialistas em resgate.
Com o passar dos dias, as chances de encontrar sobreviventes diminuem. Especialistas em desastres consideram as primeiras 48 a 72 horas decisivas para localizar pessoas vivas sob os escombros.
O que o governo venezuelano anunciou para a reconstrução
A presidente interina Delcy Rodríguez afirmou que o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial ofereceram apoio financeiro e linhas de crédito para auxiliar a reconstrução. Segundo ela, será criado um fundo de US$ 200 milhões em parceria com o FMI para financiar a reconstrução de moradias destruídas. Os recursos, conforme anunciado pelo governo, devem ser destinados a empresas responsáveis pelas obras nas áreas afetadas.
Por que a crise humanitária preocupa após os terremotos
Além dos desabamentos, a emergência passou a envolver falta de alimentos, água potável, abrigo e atendimento médico para milhares de pessoas. No estado de La Guaira, serviços básicos entraram em colapso e há relatos de escassez de alimentos, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).
A preocupação das equipes humanitárias é que ferimentos sem tratamento, abrigos superlotados e condições precárias de saneamento provoquem surtos de doenças e ampliem o número de vítimas nas próximas semanas.
O que a tragédia na Venezuela mostra para cidades da Amazônia
Embora Manaus não esteja em uma área de terremotos de grande magnitude, a tragédia reforça a importância de planos de emergência para desastres urbanos. Em cidades com áreas de risco, como encostas, margens de igarapés e bairros sujeitos a alagamentos, a prevenção depende de fiscalização, manutenção de estruturas, rotas de evacuação e comunicação rápida com moradores.
Para famílias que vivem em áreas vulneráveis, orientações da Defesa Civil e o acompanhamento de alertas oficiais são medidas essenciais em situações de chuva intensa, deslizamentos, enchentes ou risco de desabamento.
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