O anúncio foi feito nas redes sociais e representou uma mudança repentina na postura adotada horas antes, quando Trump havia afirmado que uma “civilização inteira morreria” caso suas exigências não fossem atendidas.
Segundo o governo iraniano, as negociações entre os dois países devem começar na sexta-feira, em Islamabad, no Paquistão. O primeiro-ministro paquistanês teria atuado como mediador para viabilizar o acordo.
Reabertura do Estreito de Ormuz é condição central
O cessar-fogo foi condicionado à suspensão do bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo transportado no mundo. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou que o país interromperia os contra-ataques e permitiria passagem segura na região.
Trump afirmou que o acordo representa avanço rumo a uma solução mais ampla. Segundo ele, os objetivos militares foram atingidos e existe uma base para negociações de paz de longo prazo.
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A guerra, que já dura seis semanas, deixou mais de 5 mil mortos em quase uma dúzia de países, incluindo mais de 1.600 civis no Irã, segundo dados de governos e organizações de direitos humanos.
Israel também aceita cessar-fogo temporário
Autoridades da Casa Branca confirmaram que Israel também concordou com a suspensão temporária dos ataques. A mídia israelense informou que a cessação das hostilidades ocorreria após a reabertura do estreito.
Minutos após o anúncio, no entanto, militares israelenses relataram a identificação de mísseis lançados do Irã em direção a Israel, indicando que a situação ainda permanecia instável.
Mercados reagem e tensão global diminui
Após o anúncio, os mercados financeiros reagiram positivamente. Os futuros das ações nos Estados Unidos subiram, enquanto o preço do petróleo caiu mais de 17%, chegando a pouco mais de US$ 92 por barril.
A crise havia provocado preocupação global após o fechamento do Estreito de Ormuz, rota responsável por grande parte do fornecimento mundial de petróleo. A interrupção elevou preços e aumentou o risco de desaceleração econômica global.
Escalada militar marcou horas antes do acordo
Antes do cessar-fogo, os Estados Unidos e Israel intensificaram ataques contra alvos no Irã, incluindo pontes, aeroportos, usinas e instalações petrolíferas. Entre os alvos estava a Ilha de Kharg, principal terminal de exportação de petróleo iraniano.
A ameaça de ataques à infraestrutura civil também gerou críticas de líderes mundiais, da Organização das Nações Unidas e do papa Leão. Especialistas em direito internacional apontaram que ataques indiscriminados poderiam configurar crime de guerra.
O conflito segue sob acompanhamento internacional enquanto as negociações diplomáticas devem ocorrer durante o período de cessar-fogo.