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Trump concorda com cessar-fogo de duas semanas com o Irã e deixa de lado ameaça de destruir “toda uma civilização”

Acordo depende da reabertura do Estreito de Ormuz e abre caminho para negociações de paz.

Por Beatriz Silveira

07/04/2026 às 22:00 - Atualizado em 08/04/2026 às 14:00

Presidente Donald Trump durante anúncio oficial sobre acordo de cessar-fogo temporário com o Irã

FOTO: REUTERS/Elizabeth Frantz

Resumo

Os Estados Unidos e o Irã concordaram com um cessar-fogo de duas semanas após semanas de conflito e ameaças de ataques. O acordo, anunciado por Donald Trump, depende da reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o petróleo mundial. A decisão reduziu tensões globais, impactou mercados e abriu caminho para novas negociações entre os países.

Notícias do Mundo – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira um cessar-fogo de duas semanas com o Irã, menos de duas horas antes do prazo estabelecido para que Teerã reabrisse o Estreito de Ormuz ou enfrentasse ataques à infraestrutura civil.

O anúncio foi feito nas redes sociais e representou uma mudança repentina na postura adotada horas antes, quando Trump havia afirmado que uma “civilização inteira morreria” caso suas exigências não fossem atendidas.

Segundo o governo iraniano, as negociações entre os dois países devem começar na sexta-feira, em Islamabad, no Paquistão. O primeiro-ministro paquistanês teria atuado como mediador para viabilizar o acordo.

Reabertura do Estreito de Ormuz é condição central

O cessar-fogo foi condicionado à suspensão do bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo transportado no mundo. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou que o país interromperia os contra-ataques e permitiria passagem segura na região.

Trump afirmou que o acordo representa avanço rumo a uma solução mais ampla. Segundo ele, os objetivos militares foram atingidos e existe uma base para negociações de paz de longo prazo.

Leia também: Ônibus escolar atola na AM-070 e expõe precariedade de estrada em Iranduba

A guerra, que já dura seis semanas, deixou mais de 5 mil mortos em quase uma dúzia de países, incluindo mais de 1.600 civis no Irã, segundo dados de governos e organizações de direitos humanos.

Israel também aceita cessar-fogo temporário

Autoridades da Casa Branca confirmaram que Israel também concordou com a suspensão temporária dos ataques. A mídia israelense informou que a cessação das hostilidades ocorreria após a reabertura do estreito.

Minutos após o anúncio, no entanto, militares israelenses relataram a identificação de mísseis lançados do Irã em direção a Israel, indicando que a situação ainda permanecia instável.

Mercados reagem e tensão global diminui

Após o anúncio, os mercados financeiros reagiram positivamente. Os futuros das ações nos Estados Unidos subiram, enquanto o preço do petróleo caiu mais de 17%, chegando a pouco mais de US$ 92 por barril.

A crise havia provocado preocupação global após o fechamento do Estreito de Ormuz, rota responsável por grande parte do fornecimento mundial de petróleo. A interrupção elevou preços e aumentou o risco de desaceleração econômica global.

Escalada militar marcou horas antes do acordo

Antes do cessar-fogo, os Estados Unidos e Israel intensificaram ataques contra alvos no Irã, incluindo pontes, aeroportos, usinas e instalações petrolíferas. Entre os alvos estava a Ilha de Kharg, principal terminal de exportação de petróleo iraniano.

A ameaça de ataques à infraestrutura civil também gerou críticas de líderes mundiais, da Organização das Nações Unidas e do papa Leão. Especialistas em direito internacional apontaram que ataques indiscriminados poderiam configurar crime de guerra.

O conflito segue sob acompanhamento internacional enquanto as negociações diplomáticas devem ocorrer durante o período de cessar-fogo.

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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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