Trump critica Brasil como “péssimo parceiro comercial” e defende Bolsonaro durante coletiva na Casa Branca
O presidente norte-americano também defendeu o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a quem chamou de “homem honesto”.
- Reprodução / Youtube
Notícias do Mundo – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar duramente o Brasil nesta quinta-feira (14/08), classificando o país como “um parceiro comercial horrível” durante coletiva na Casa Branca. Segundo ele, o Brasil aplica “tarifas enormes” contra produtos americanos, enquanto os Estados Unidos cobrariam taxas muito menores sobre produtos brasileiros.
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“Eles também nos trataram mal como parceiros comerciais por muitos, muitos anos. Um dos piores, um dos piores países do mundo”, declarou Trump, ressaltando que a política comercial brasileira teria dificultado o comércio bilateral e motivado a imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros.
O presidente norte-americano também defendeu o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a quem chamou de “homem honesto” e vítima de perseguição política. “Quando eles pegam um presidente e o colocam na prisão ou estão tentando prendê-lo… Acho que o que fizeram é uma execução política. Ele ama o povo brasileiro e lutou muito por essas pessoas. Acho que isso é uma caça às bruxas e acho muito lamentável”, afirmou.
As declarações de Trump se somam a outras manifestações anteriores, como a carta com timbre da Casa Branca enviada em julho, em que pediu o fim imediato do processo contra Bolsonaro e acusou o sistema de Justiça brasileiro de ser “injusto”. A Procuradoria-Geral da República acusa o ex-presidente de liderar uma organização criminosa voltada a desacreditar o sistema eleitoral, incitar ataques a instituições democráticas e articular medidas de exceção, acusações que Bolsonaro nega.
Trump também citou o relatório anual de direitos humanos do Departamento de Estado americano, divulgado em 12 de agosto, que aponta que a situação dos direitos humanos no Brasil “se deteriorou” e critica o governo Lula e o ministro Alexandre de Moraes por restringirem a liberdade de expressão e bloquearem perfis de apoiadores de Bolsonaro. O documento menciona ainda a detenção de centenas de envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023, muitos dos quais permaneceram presos sem acusação formal.
As críticas ocorrem em um contexto de novas sanções do governo americano a servidores brasileiros ligados ao programa Mais Médicos, acusados de atuar em suposta cumplicidade com Cuba. Em resposta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a relação do Brasil com Cuba é baseada no respeito, condenou o embargo econômico de 70 anos imposto pelos EUA e disse que Trump “não é imperador” e deve “deixar os cubanos viverem em paz”.
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