Trump reabre base militar em Porto Rico e intensifica pressão sobre Venezuela
Movimentação envolve milhares de militares, caças F-35 e mais de 400 armamentos próximos ao território venezuelano.

Reprodução / Youtube
Notícias do Mundo – O governo de Donald Trump reabriu a Estação Naval Roosevelt Roads, em Porto Rico, desativada há 21 anos, como parte de uma grande mobilização aeronaval contra cartéis de narcotráfico supostamente ligados ao regime de Nicolás Maduro. A ação é vista como um movimento de pressão sobre a ditadura venezuelana.
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A base histórica já foi utilizada pelos EUA em intervenções na América Central e Caribe, incluindo Granada, Panamá, República Dominicana e Haiti. Agora, o temor em Caracas é que a operação vise diretamente a retirada de Maduro do poder, acusado de envolvimento com o tráfico nos Estados Unidos, com recompensa de US$ 50 milhões por informações que levem à sua prisão. O governo venezuelano afirma que o real interesse americano é o petróleo do país.
Até o momento, Trump autorizou três ataques contra embarcações atribuídas ao cartel Tren de Aragua, que Washington diz ser controlado por Maduro. Ao menos 14 pessoas morreram nessas ações, realizadas sem autorização do Congresso, com base em decreto que equipara cartéis a organizações terroristas, permitindo operações contínuas.
A mobilização militar envolve a força expedicionária do USS Iwo Jima, com outros dois navios de desembarque anfíbio, somando 3.150 fuzileiros navais, além de helicópteros, aeronaves Osprey, caças Harrier e dez caças F-35. A flotilha inclui ainda um cruzador, três destróieres e um submarino nuclear, com capacidade para mais de 400 armamentos, incluindo mísseis de cruzeiro Tomahawk.
Maduro conta com mísseis antinavio chineses e iranianos, e recentemente enviou dois F-16 para sobrevoar destróieres americanos, ação que provocou ameaças diretas de Trump. A reabertura de Roosevelt Roads reforça a percepção americana do Caribe como área estratégica, em meio a tensões com regimes socialistas apoiados por Rússia e China.
A base, de 35 km², chegou a ser parcialmente cedida ao governo local e utilizada em missões humanitárias após furacões, mas agora volta ao papel militar, com treinamento considerado “para ação real”, segundo o vice-presidente J. D. Vance.
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