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Ucranianos voltam às urnas para eleger novo presidente

Os colégios eleitorais abriram neste domingo (21) na Ucrânia para o segundo turno do pleito presidencial com o comediante Vladimir Zelenski aparecendo como favorito para conquistar o cargo

Por Hugo Guimarães

21/04/2019 às 10:15

Pesquisas indicam que comediante Volodymyr Zelensky, astro de uma série cômica sobre um professor que vira presidente, deve derrotar o atual mandatário do país, Petro Poroshenko, no segundo turno.Os colégios eleitorais abriram neste domingo (21/04) na Ucrânia para o segundo turno do pleito presidencial com o comediante Vladimir Zelenski aparecendo como favorito para conquistar o cargo do atual presidente do país, Petro Poroshenko, que tenta a reeleição.

Três semanas depois do primeiro turno, quase 31 milhões de ucranianos foram convocados às urnas em cerca de 30 mil seções eleitorais, que abriram às 8h (horário local, 2h em Brasília) e serão encerradas às 20h (17h).

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Zelenski venceu o primeiro turno do dia 31 de março com 30,24% dos votos, quase o dobro dos obtidos pelo atual chefe de Estado (15,95%).

Logo após os colégios eleitorais fecharem começam a ser divulgados os primeiros resultados das pesquisas de boca de urna. A apuração de votos começará às 23h local, e a essa hora já serão públicas as porcentagens de participação.

Neste domingo, Zelenski, disse que votou com o “ânimo de vencedor”. Cercado por uma multidão de jornalistas e câmeras, o comediante compareceu ao colégio eleitoral da Academia Naval acompanhado por sua esposa Elena e seus filhos. Em breves declarações à imprensa, Zelenski disse que espera ganhar “eleições honestas”, mas declarou: “hoje necessariamente os ucranianos é que vencerão; será a vitória da Ucrânia”.

Uma ativista do grupo Femen protestou na porta da seção eleitoral onde Zelenski votou, mas toda a atenção foi atraída para o comediante, já que as pesquisas lhe dão entre 60% e 70% de votos neste domingo, contra 25% a 30% de Poroshenko.

Às 11h (horário local, 5h em Brasília) a participação nas eleições era de 17,66%, segundo a informação de 151 sessões de um total de 199 recebida pela Comissão Eleitoral Central (CEC) do país.

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Esta é a primeira eleição presidencial da Ucrânia desde o pleito antecipado de maio de 2014, que foi motivado pela fuga para a Rússia do então presidente Viktor Yanukovych, diante dos protestos dos oposicionistas.

Na época, a surpreendente vitória, já no primeiro turno, coube ao político e empresário Petro Poroshenko, um magnata da indústria de chocolates. Agora, com a liderança de Zelensky já no primeiro turno, Poroshenko tem motivos para duvidar de sua reeleição.

Zelensky, de 41 anos, é conhecido por diversos shows satíricos e pela série cômica Sluha Narodu (Servidor do povo), em que representa um professor secundário que se torna presidente do país. A terceira temporada foi lançada poucos dias antes do pleito.

Durante a campanha, ele se aproveitou da imagem de novato, emplacando entre os eleitores jovens e concentrando em si as expectativas por uma espécie de salvador que resolverá os muitos problemas do país.

Em contrapartida, Poroshenko é visto como um representante do velho sistema, percebido como ineficaz. O chefe de Estado é de malquisto a odiado por muitos. Também devido às recentes revelações de corrupção na indústria armamentista estatal, o político de 53 anos parece abatido. Suas vitórias na política externa, como a isenção de visto para ucranianos na União Europeia, não anularam a decepção com os preços crescentes e o nepotismo.

Além da guerra na região mineira de Donbass e da consequente necessidade de modernização das Forças Armadas nacionais, o vencedor da eleição se verá diante de numerosas tarefas hercúleas, sobretudo a luta contra a corrupção.

São necessárias reformas em praticamente todos os setores importantes, da Justiça e polícia à saúde. O futuro presidente possivelmente se confrontará com as consequências de uma eventual suspensão do transporte de gás para a Europa, a partir de 2020, o que pode debilitar a Ucrânia e torná-la mais vulnerável à desestabilização pela Rússia. Por fim, ainda não está claro que efeito terá sobre a sociedade a fundação, no fim de 2018, de uma Igreja Ortodoxa nacional independente de Moscou.

Fonte: DW

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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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