Venezuela quer Brasil fora da embaixada da Argentina em Caracas
Brasil havia assumido, no início de agosto, a representação diplomática argentina na Venezuela, após expulsão de diplomatas argentinos.

Foto: Reprodução / Maduro no Youtube
O governo venezuelano anunciou, neste sábado, a revogação imediata da representação diplomática que o Brasil havia assumido para a Argentina e outros países na Venezuela. A decisão inclui a devolução dos locais da missão diplomática, bem como dos bens e arquivos relacionados.
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A revogação ocorre pouco mais de um mês após o Brasil ter assumido, em agosto, a representação diplomática da Argentina e de pelo menos outros cinco países na Venezuela. Essas representações foram expulsas pelo regime de Nicolás Maduro em resposta ao não reconhecimento da reeleição do presidente venezuelano.
Em um comunicado oficial, o governo de Caracas alegou que a decisão foi tomada após obter “provas” do uso das instalações diplomáticas para “atividades terroristas” e tentativas de homicídio contra o presidente Maduro. A nota divulgada hoje detalha que a decisão foi comunicada aos estados envolvidos através dos canais diplomáticos apropriados.
Imagens recentes compartilhadas nas redes sociais mostram o prédio da antiga embaixada da Argentina em Caracas cercado por funcionários do regime chavista, com relatos de falta de eletricidade no local. Essas imagens sublinham o clima de tensão que envolve a situação diplomática na capital venezuelana.
A decisão marca um novo capítulo na crise diplomática entre a Venezuela e diversos países. Além da Argentina, outras nações que tiveram suas representações diplomáticas expulsas e relações rompidas por Maduro incluem Chile, Costa Rica, Peru, Panamá, República Dominicana e Uruguai. O Brasil também havia assumido a representação diplomática da embaixada peruana em Caracas.
Após a expulsão das representações diplomáticas, o Brasil assumiu a responsabilidade pela proteção e segurança do prédio da embaixada da Argentina, que servia como refúgio para opositores do regime de Maduro que haviam solicitado asilo político sob o governo do presidente argentino Javier Milei.
Redação AM POST
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