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Venezuela tenta reconstruir economia após ditadura de Maduro e volta a negociar dívida bilionária com o Brasil

País busca reaproximação com organismos internacionais enquanto tenta recuperar credibilidade econômica após anos de colapso.

Por Natan AMPOST

28/05/2026 às 11:50 - Atualizado em 02/06/2026 às 08:26

Resumo

A Venezuela retomou diálogo com o FMI e Banco Mundial em meio a sinais de recuperação econômica após anos de crise e sanções internacionais devido a ditadura de Nicolás Maduro. País deve ao Brasil cerca de US$ 1,8 bilhão desde 2017, enquanto governo brasileiro acompanha possibilidade de retomada dos pagamentos.

Notícias do Mundo A Venezuela iniciou uma nova fase de articulação econômica internacional após retomar contatos com organismos como o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial. O movimento é visto por diplomatas e analistas como um sinal de tentativa de reestruturação econômica do país após anos de crise política, hiperinflação, sanções internacionais e colapso financeiro.

As negociações podem abrir caminho para Caracas renegociar mais de US$ 150 bilhões em dívidas acumuladas com diferentes países e instituições financeiras. Entre os credores está o Brasil, que cobra atualmente cerca de US$ 1,8 bilhão do governo venezuelano.

Segundo dados atualizados do Ministério da Fazenda, a dívida da Venezuela com o Brasil ultrapassa US$ 1,897 bilhão — valor equivalente a aproximadamente R$ 9,8 bilhões na cotação atual.

Crise econômica devastou a Venezuela

A Venezuela atravessou nos últimos anos uma das piores crises econômicas e humanitárias da América Latina.

O país sofreu forte retração econômica, hiperinflação, escassez de alimentos, colapso de serviços públicos e migração em massa da população. Milhões de venezuelanos deixaram o país diante do agravamento das condições sociais e econômicas.

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Durante a ditadura de Nicolás Maduro, a Venezuela também enfrentou isolamento internacional e sanções impostas principalmente pelos Estados Unidos.

As restrições afetaram diretamente o setor petrolífero, principal fonte de receita da economia venezuelana.

Petróleo segue como principal esperança econômica

Apesar da crise, a Venezuela continua possuindo uma das maiores reservas de petróleo do mundo, fator considerado estratégico para uma possível recuperação financeira.

Nos últimos meses, o cenário começou a mudar após flexibilizações nas sanções internacionais e aumento do interesse estrangeiro no setor energético venezuelano.

Leia mais: Maduro e esposa voltam ao tribunal nos EUA e enfrentam acusações de narcoterrorismo

Segundo fontes diplomáticas, empresas de diversos países passaram a avaliar novas oportunidades de negócios no território venezuelano, especialmente na exploração de petróleo e gás natural.

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Companhias brasileiras também acompanham o movimento de retomada econômica com interesse crescente em ampliar ou retomar operações no país vizinho.

Relação com EUA mudou após saída de Maduro

A retomada do diálogo internacional ocorreu após mudanças políticas recentes na Venezuela.

Segundo relatos diplomáticos, os Estados Unidos realizaram operação que resultou na captura de Nicolás Maduro. Após o episódio, Delcy Rodríguez assumiu o comando do país e iniciou processo de aproximação direta com o governo norte-americano.

A mudança marcou o restabelecimento de canais diplomáticos e econômicos que estavam praticamente interrompidos durante o governo Maduro.

Com isso, investidores internacionais passaram a enxergar uma possível janela de estabilidade econômica no país caribenho.

Brasil espera recuperar dívida bilionária

O governo brasileiro acompanha o cenário com atenção devido ao volume da dívida venezuelana.

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Os débitos têm origem em financiamentos concedidos durante os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff para obras de infraestrutura executadas por empresas brasileiras na Venezuela.

Na época, os financiamentos foram realizados por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

Os recursos eram liberados diretamente para empresas brasileiras responsáveis pelas obras, enquanto os governos estrangeiros assumiam a obrigação de quitar os empréstimos posteriormente.

Com a inadimplência da Venezuela desde 2017, o BNDES acionou o Fundo de Garantia à Exportação (FGE), mecanismo utilizado para cobrir prejuízos em financiamentos internacionais.

Na prática, a União brasileira passou a assumir a cobrança da dívida.

Juros elevaram valor da dívida

Segundo o Ministério da Fazenda, cerca de US$ 1,2 bilhão da dívida atual corresponde a indenizações pagas pela União após a inadimplência venezuelana.

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Além disso, aproximadamente US$ 620 milhões são referentes a juros acumulados desde o início do calote.

Apesar das especulações sobre possível perdão da dívida devido à aproximação política entre Lula e Maduro no passado, fontes diplomáticas afirmam que o governo brasileiro não considera abrir mão dos valores.

A avaliação do corpo diplomático é de que a Venezuela possui potencial econômico suficiente para retomar pagamentos caso consiga estabilizar a economia.

Retomada ainda enfrenta desafios

Mesmo com sinais de recuperação, especialistas apontam que a Venezuela ainda enfrenta obstáculos significativos.

O país precisa reconstruir credibilidade financeira, reorganizar instituições econômicas e recuperar capacidade produtiva após anos de crise profunda.

Além disso, investidores internacionais ainda acompanham com cautela o cenário político venezuelano, marcado por instabilidade e desconfiança institucional.

O avanço das negociações com organismos internacionais, porém, é visto como um primeiro passo para reinserção econômica do país no cenário global.

*Com informações do Metrópoles

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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