Venezuelanos celebram queda do ditador Nicolas Maduro que foi capturado pelos EUA
Gritos de “liberdade” ecoam em Caracas enquanto regime mantém repressão e clima segue tenso.
Notícias do Mundo – Caracas amanheceu neste sábado (3) em um clima raro para um país acostumado à repressão. De janelas, varandas e ruas ainda vazias, venezuelanos passaram a madrugada gritando “liberdade”, aplaudindo e comemorando o que muitos definem como um momento histórico: a queda do ditador Nicolás Maduro, capturado durante uma operação militar anunciada pelos Estados Unidos. A celebração, embora contida, foi carregada de simbolismo — e de cautela.
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Não houve grandes manifestações públicas nas ruas. O motivo é claro: o aparato de segurança do regime permanece ativo, sob comando de Diosdado Cabello e do general Vladimir Padrino López. Ainda assim, o sentimento de alívio foi audível — e impossível de esconder.
O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou a realização de um ataque militar em larga escala na Venezuela. Segundo ele, Maduro e sua esposa foram capturados e levados para fora do território venezuelano em uma operação conjunta com forças americanas. Detalhes sobre o local de custódia não foram divulgados, mas o anúncio foi suficiente para incendiar as redes sociais e mudar o humor de uma população exausta.
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Em vídeo nas redes sociais uma mulher se emocionou ao falar da queda do ditador. “Meu Deus eu não posso acreditar. É uma felicidade tão grande que eu sei que todos sentimos”, disse.
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Por volta das 3h (horário de Brasília), explosões foram ouvidas em Caracas e em estados como Miranda, Aragua e La Guaira. Colunas de fumaça preta foram registradas próximas a instalações militares, enquanto vídeos mostravam aeronaves sobrevoando áreas urbanas. Ao mesmo tempo, a Administração Federal de Aviação dos EUA (Federal Aviation Administration) proibiu voos americanos no espaço aéreo venezuelano, citando riscos à segurança.
Diante do cenário, o governo venezuelano decretou estado de emergência nacional e anunciou a ativação de planos de defesa. Em comunicados oficiais, autoridades classificaram a ação como “agressão militar” e afirmaram que áreas civis e militares foram atingidas. Até o momento, não há balanço confirmado de vítimas ou danos estruturais, o que aumenta a incerteza sobre os desdobramentos imediatos.
Para a população venezuelana, no entanto, o debate geopolítico ficou em segundo plano diante da sensação de fim de ciclo. Após anos de hiperinflação, escassez de alimentos, repressão política e êxodo em massa, a possível saída de Maduro do poder reacendeu a esperança de mudanças reais.
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