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- (Foto: Divulgação)
Notícias do Mundo – Na última sexta-feira (18), a Venezuela libertou dez cidadãos e residentes permanentes dos Estados Unidos em um acordo que resultou no retorno de 252 imigrantes venezuelanos detidos no Centro de Confinamento do Terrorismo (Cecot), em El Salvador.
O pacto envolveu os governos de Caracas, Washington e San Salvador e marca uma nova fase nas relações entre os países.
Os imigrantes, deportados pelos EUA em março durante a intensificação das políticas migratórias do ex-presidente Donald Trump, foram acusados de ligações com a gangue venezuelana Tren de Aragua. Para justificar a deportação, Trump invocou a Lei de Inimigos Estrangeiros, de 1798.
O caso chegou à Suprema Corte dos EUA, mas o governo não apresentou evidências concretas que sustentassem as acusações.
Dois voos transportando os venezuelanos chegaram a Caracas, onde foram recebidos com celebrações. “Livres, enfim livres!”, declarou o presidente Nicolás Maduro, que afirmou que a Venezuela pagou “alto preço” pela troca, incluindo a libertação de 80 presos políticos.
Os prisioneiros americanos foram recebidos em San Salvador pelo presidente Nayib Bukele e pelo enviado especial dos EUA para reféns, Adam Boehler. Um vídeo divulgado mostra os libertados agitando bandeiras americanas ao descer do avião.
Bukele comemorou a negociação, e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, destacou a importância do acordo, ressaltando a liderança do presidente americano na questão. A proposta de troca incluía um repasse de US$ 6 milhões dos EUA para que El Salvador abrigasse os venezuelanos em uma prisão de segurança máxima.