Vitória de Maduro nas eleições da Venezuela é rejeitada pela EUA, OEA e UE
Diversos países e organizações internacionais têm exigido maior transparência nos dados da votação.
- Após reeleição contestada, Maduro trava “guerra” contra redes sociais-Foto: Getty Images/Reprodução
Mesmo após o Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela (TSJ) ratificar a reeleição de Nicolás Maduro, a comunidade internacional continua a rejeitar a legitimidade da vitória do líder chavista. Diversos países e organizações internacionais têm exigido maior transparência nos dados da votação, apontando preocupações com a falta de credibilidade no processo eleitoral venezuelano. As críticas internacionais refletem a desconfiança generalizada em relação à condução do pleito e às condições sob as quais a reeleição de Maduro foi garantida.
Washington, por meio do porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Vedant Patel, voltou a afirmar que o verdadeiro vencedor das eleições foi o candidato da oposição, Edmundo González.
“As planilhas de contagem de votos disponíveis publicamente, e verificadas de forma independente, mostram que os eleitores venezuelanos escolheram Edmundo González como seu futuro líder”, disse Patel em um comunicado divulgado nesta sexta-feira (23).
Além do posicionamento, os EUA também assinou um comunicado conjunto com Argentina, Chile, Costa Rica, Equador, Guatemala, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana e Uruguai rejeitando a polêmica reeleição de Maduro.
A OEA rejeitou a verificação do Tribunal Superior de Justiça Venezuelano (TSJ), que validou as atas apresentadas pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE).
“Esta Secretaria Geral reitera que a CNE proclamou Maduro de forma precipitada, com base num boletim parcial emitido oralmente, com números que apresentavam impossibilidades matemáticas e sem apresentar os resultados desagregados que, nos termos da lei, devem ser tabulados tabela por tabela. Até hoje, a CNE continua sem publicar resultados desagregados, como fez a oposição com base nos registos oficiais emitidos pelas próprias urnas no dia das eleições”, afirmou a organização em nota.
Enquanto isso, o bloco de países europeus afirmou que só deve reconhecer uma possível vitória de Maduro caso uma verificação imparcial dos dados eleitorais da Venezuela seja realizada.
“Enquanto não virmos um resultado que possa ser verificado, não o vamos reconhecer”, declarou o chefe da diplomacia da UE, Josep Borell. “Todos devem podem verificar qual é o resultado de uma eleição. Entretanto, isso ainda não aconteceu na Venezuela, e praticamente perdemos a esperança que aconteça”, disse.
*Com informações do Metrópoles
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