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O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, manifestou interesse em estabelecer uma relação direta e produtiva com o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump. Em entrevista à Sky News divulgada na última sexta-feira (29), Zelensky destacou a importância do apoio americano no contexto da guerra com a Rússia, enquanto seu governo enfrenta uma das fases mais tensas do conflito iniciadas em 2022.
“Quero trabalhar diretamente com Trump”, afirmou Zelensky, enfatizando que deseja compartilhar e ouvir ideias do republicano, evitando interferências de terceiros na comunicação entre ambos. Ele classificou sua recente conversa com Trump, durante uma visita a Nova York em setembro, como “calorosa e construtiva”, mas permitiu que sejam necessárias discussões mais aprofundadas para elaborar um plano que fortaleça a Ucrânia.
Desde o início da guerra, os Estados Unidos têm sido o principal aliado militar da Ucrânia, contribuindo com mais de US$ 64,1 bilhões em assistência, segundo o Departamento de Estado Americano. Zelensky expressou a esperança de que Trump mantenha esse apoio, considerando-o crucial para o equilíbrio do conflito e para o futuro da Ucrânia.
O presidente ucraniano revelou que seu chefe de gabinete, Andriy Yermak, está programado para visitar os Estados Unidos em breve para discutir estratégias com representantes da nova administração, incluindo Keith Kellogg, indicado por Trump como enviado especialmente à Ucrânia. Kellogg defende um cessar-fogo e negociações que garantam a segurança da Ucrânia contra futuras invasões russas.
Enquanto isso, Zelensky não demonstra otimismo quanto à disposição do presidente russo, Vladimir Putin, para negociações. “Ele não quer parar a guerra”, declarou, reiterando a necessidade de apoio internacional, especialmente dos Estados Unidos, para alcançar um avanço progressivo.
A guerra, que já ultrapassou dois anos, começou em um momento crítico em outubro de 2024, com o uso de mísseis hipersônicos pela Rússia em ataques ao território ucraniano. Apesar disso, Zelensky sinalizou a possibilidade de ceder temporariamente territórios ocupados pela Rússia em troca de uma integração parcial à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
O líder ucraniano sugeriu que a adesão a Otan de regiões atualmente sob controle ucraniano poderia trazer um rompimento imediato ao conflito, enquanto áreas ocupadas seriam recuperadas por meios diplomáticos. No entanto, destacou que o convite a Otan deveria abranger toda a Ucrânia dentro de suas fronteiras internacionalmente reconhecidas.
Com a guerra em uma fase delicada e a liderança americana em transição, Zelensky reafirma a importância de uma parceria sólida com Trump para garantir a segurança e o futuro do seu país.